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06/12/2017

Falta de apetite nos idosos 



Opinião
A falta de apetite do idoso está muito relacionada com mudanças fisiológicas decorrentes do envelhecimento, com a perda dos sentidos auditivo, olfativo e gustativo, e também pode estar relacionado com a situação econômica, familiar e social que se encontre o idoso. Tudo isso associado à má alimentação habitual do idoso pode trazer sérias conseqüências á sua saúde.
Geralmente o idoso deixa de comer certos alimentos por acreditar que eles podem fazer mal ou causar indigestão, quando na verdade está deixando de ingerir nutrientes fundamentais para prevenção de doenças e manutenção da saúde.
Os idosos tendem a perder peso a partir dos 70 anos, devido á progressiva perda de massa óssea e massa muscular. No entanto, o emagrecimento nesta fase da vida pode também estar relacionada a alterações metabólicas como ocorre na diabete sem controle, em doenças digestivas ou intestinais, na moléstia cancerosa, e também em problemas psicológicos.
Os dentes e a gengiva são importantes fatores para a boa ou má alimentação das pessoas. Dificuldades para mastigar devido à presença de cáries, doenças periodontais, próteses inadaptadas, falta de dentes e dentaduras defeituosas ou em precário estado de conservação ajudam a causar a falta de apetite. A refeição deve ser apresentada de forma atrativa e saborosa. Para isso, é importante que os sentidos olfativo e a visão estejam bem apurados. Assim é preciso prestar atenção se o idoso está enxergado direito, se está com o olfato apurado, se está com as papilas gustativas em bom estado. Recomenda-se, uma boa higiene bucal (escovar os dentes e a língua, procurar passar periodicamente um anti-séptico bucal e ir ao dentista com regularidade).
A convivência em família e o convívio social é muito importante para o idoso, pois vai estimular seu apetite, sua memória e afastar a sensação de solidão muito comum entre eles. Outra recomendação é que a alimentação seja variada, mas com moderação e balanceada. Para isso, recomenda-se procurar uma nutricionista para preparar um cardápio adequado para cada um, levando em conta o gosto do idoso e possíveis restrições em casos de diabéticos, por exemplo. A temperatura dos alimentos é muito importante. Eles não devem ser muito quentes nem muito frios, pois podem causar a perda da sensibilidade. O ideal é que o alimento seja servido morno, de preferência na temperatura do corpo (cerca de 37º a 39º) ou na temperatura ambiente para líquidos (água, suco, refrigerante).
Restaurantes por quilo são uma boa opção para os idosos, já que apresentam uma grande variedade de comida e geralmente bons preços.
Ao observar mudanças no hábito alimentar do idoso, procure imediatamente um geriatra que indicará o que pode ser feito para melhor o seu apetite e eventualmente tratar o paciente, no caso de uma doença.

fonte:   medicinageriatrica 

13/11/2006 Por: Prof. Dr. Armando Miguel Jr


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14/11/2017



Mãe de 98 (noventa e oito ) de idade anos se muda para asilo para cuidar de filho de 80 (oitenta) anos de idade

Ada Keating queria ficar mais próxima para cuidar do filho
   




Mãe de 98 anos se muda para asilo para cuidar de filho de 80 - Reprodução/redes sociais



REINO UNIDO — Uma mulher de 98 anos tomou uma atitude inesperada em Liverpool, na Inglaterra, para cuidar de seu filho, de 80. Para ficar mais próxima, Ada Keating se mudou para o asilo em que Tom Keating mora na cidade britânica.

Tom nunca se casou e sempre morou com a mãe. Aos 80 anos e precisando de cuidado para os afazeres diários, ele se mudou para a casa de repouso Moss View, em 2016. Cerca de um ano depois, a mãe, Ada, decidiu se mudar para o asilo para cuidar dele.

"Eu dou boa noite para Tom no quarto dele todas as noites. Depois, vou e dou bom dia e digo que vou descer para o café da manhã", contou a mãe para o jornal Liverpool Echo.








Mãe queria ficar mais próxima para cuidar do filho - Reprodução/Redes sociais



O filho afirmou aos jornais britânicos que a equipe da casa de repouso é muito boa e ele fica feliz em ver a mãe mais vezes agora que ela mora lá.

"Ela é muito boa cuidando de mim. Às vezes ela diz 'comporte-se!'", conta o filho.

Ada teve quatro filhos: Tom, Barbara, Margi e Janet. Os familiares de Tom e Ada visitam o asilo regularmente. A neta de Ada disse que não há separação para eles: "É reconfortante para nós que eles cuidam um do outro 24 horas por dia", diz.

fonte:  oglobo 




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18/02/2016

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13/10/2015

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APOSTILA PARA O CUIDADOR

COMO LIDAR COM UM IDOSO EM CASA


APOSTILA PARA O CUIDADOR

COMO LIDAR COM UM IDOSO EM CASA

MANUAL DO CUIDADOR
Conhecer bem a doença que afeta o seu familiar idoso é fundamental: o que é doença de Alzheimer, como se manifesta, quais os sintomas, como será a sua evolução, o que fazer em determinadas situações? 

Planejar trabalho do cuidador 
também é importante, 
pois ele tem o direito de receber ajuda de toda a 
família, 
tem 
direito a descansar, 
de tirar férias, 
tem o direito de levar sua vida 
mais normal 
possível, 
de receber afeto e carinho, 
consideração e respeito 
por aquilo que faz, 
tem direito de cuidar de seus próprios problemas. 

Enfim, percebemos que a qualidade de vida do cuidador é primordial para a qualidade de vida do idoso.

A orientação para uma família que está se defrontando com a situação de ter um idoso com demência, resumem-se nestas dicas:

1- A tarefa de cuidador principal pode ser só de uma pessoa, mas todos os familiares devem se esforçar para ajudar e amenizar a carga e o stress deste cuidador.

2- Todos os familiares devem tomar conhecimento da doença que estão lidando. Informação nunca é demais!

3- A família, em conjunto, deve planejar 
o cuidado do idoso
com tarefas, 
horários
contribuições, 
inclusive, financeira

A doença de Alzheimer é 
uma doença de alto custo, 
com 
gastos elevados com remédios, 
com suporte de fraldas descartáveis, 
plano de saúde, 
cuidadores profissionais 
para ajudar no banho, 
no curativo, 
dar medicações, para dormir...


4- O auxílio dos grupos de auto-ajuda, no caso, a Associação Brasileira de Alzheimer, sempre é muito valioso. São organizações que se preocupam exclusivamente com este tipo de doença, e fornecem uma série de subsídios para o cuidado efetivo. Suas reuniões são bastantes educativas, e mostram-nos que não estamos lutando sozinhos.

Solidariedade aliada à informação, na família e na comunidade! Este é o principal caminho para enfrentarmos, com relativo sucesso, tão difícil empreitada.

TESTANDO O ESTRESS DO FAMILIAR E DO CUIDADOR

1- TENHO POUCO TEMPO PARA MIM? SIM! NÃO!

2- TENHO AJUDA DE MEUS FAMILIARES?

3- CHORO COM FREQÜÊNCIA?

4- VENHO TENDO PROBLEMAS DE SAÚDE?

5- SINTO QUE NÃO ESTOU EM BOAS CONDIÇÕES PARA CUIDAR DO IDOSO DEPENDENTE?

6- NÃO PASSEIO, NÃO VIAJO, EVITO PESSOAS, NÃO VISITO FAMILIARES E AMIGOS?

7- SINTO, COM FREQÜÊNCIA, FRUSTRAÇÃO, RAIVA E TRISTEZA?

8- SINTO-ME CULPADO COM A SITUAÇÃO ATUAL?

9- SEMPRE ENTRO EM CONFLITO COM O IDOSO QUE CUIDO?

10- TENHO ALIMENTADO BEM? TENHO DORMIDO BEM? 



DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO CUIDADOR

1- TENHO DIREITO A CUIDAR DE MIM.

2- TENHO O DIREITO DE RECEBER AJUDA E PARTICIPAÇÃO DOS 
FAMILIARES, NOS CUIDADO DO IDOSO DEPENDENTE.

3- TENHO O DIREITO DE PROCURAR AJUDA.

4- TENHO O DIREITO DE FICAR ABORRECIDO, DEPRIMIDO E TRISTE.

5- TENHO O DIREITO DE NÃO DEIXAR QUE MEUS FAMILIARES TENTEM 
MANIPULAR-ME COM SENTIMENTOS DE CULPA.

6- TENHO O DIREITO A RECEBER CONSIDERAÇÃO, AFEIÇÃO, PERDÃO E 
ACEITAÇÃO DE MEUS FAMILIARES E DA COMUNIDADE.

7- TENHO O DIREITO DE ORGULHAR-ME DO QUE FAÇO.

8- TENHO O DIREITO DE PROTEGER A MINHA INDIVIDUALIDADE, MEUS 
INTERESSES PESSOAIS E MINHAS PRÓPRIAS NECESSIDADES.

9- TENHO O DIREITO DE RECEBER TREINAMENTO PARA CUIDAR
MELHOR DO IDOSO DEPENDENTE.

10- TENHO O DIREITO DE SER FELIZ!


ROTINAS PARA O IDOSO 


Sabemos que, até o presente momento, ainda não temos condições de curar ou estacionar a doença de Alzheimer. Porém, podem existir maneiras e condições de melhorar o dia-a-dia do idoso com demência, no sentido de lhe proporcionar carinho e apoio físico e emocional, promovendo uma maior segurança e evitando ou minimizando tensões, que por ventura ocorrerem.
Lembramos que as dicas que daremos aqui, podem servir para a grande maioria dos idosos, entretanto, cada um apresenta suas próprias particularidades, que podem não serem aplicadas aqui.

Princípios gerais para melhor administrar as rotinas:

1- MANTENHA TUDO O MAIS NORMAL POSSÍVEL: Não trate o idoso como doente. Respeite-o como pessoa e mantenha a sua rotina de vida a mais normal e coerente possível. Se gostam de passear, de sair para jantar, para ir ao cinema, passear na casa de parentes e amigos, continuem fazendo. O prazer em fazer 
e participar das coisas que gostamos é um dos melhores remédios para a saúde mental do idoso. Lembrar que lidar com crianças e animais de estimação, tê-los em sua companhia, pode ter um valor terapêutico inestimável!

2- ROTINA, ROTINA E ROTINA: A rotina é fundamental na vida na vida do idoso com demência. Fazer a mesma coisa, na mesma hora, do mesmo jeito, ajuda o idoso a lembrar, podendo até ajudar o cuidador na execução destas rotinas.

3- ESTRUTURE O AMBIENTE: Faça com que a casa do idoso seja a mais segura, simples e previsível possível. Isto poderá ser feito das seguintes maneiras:
# O quarto do idoso pode ser arrumado para ajustar às suas necessidades e ser um local de extrema simplicidade e de boa orientação. Que seja um quarto fácil de localizar e conhecer, onde o idoso identifique que é seu e goste dele.
# Neste quarto, deixe à mostra um quadro na parede onde ele possa pendurar suas chaves, seus óculos seu paletó. Uma gaveta onde possa guardar seus documentos e carteira, seus pertences e objetos pessoais.
# Tenha sempre pendurado na parede deste quarto: um relógio grande e uma folhinha de calendário grande, onde o idoso pode facilmente identificar-se no tempo. É sempre bom o cuidador repetir, todos os dias pela manhã-tarde-noite, a hora, o dia, o mês e o ano.
# Tenha horário para tudo. Para as refeições, para acordar e dormir, para o banho, para passear (tomar sol), para a televisão...
# Sinalize a casa, escreva em cartazes os nomes dos quartos, do banheiro, da sala, da cozinha. O idoso sempre vai muito ao banheiro, à noite. Deixe a luz do banheiro sempre acesa, para facilitar seu acesso. Seria muito apropriado se o quarto do idoso fosse o mais perto do banheiro.
# Evite mudar as mobílias da casa de lugar, pinte sempre as paredes da casa, com suas cores antigas, evite reformas radicais.

 
# Coloque retratos dos familiares e amigos por toda a casa. Sempre que o cuidador lembrar, procure exercitar a memória do idoso e lembrem juntos os nomes dos retratos.

4- SEGURANÇA É FUNDAMENTAL: Problemas de memória e perdas de habilidade e coordenação motoras podem aumentar os riscos de acidentes em casa. As quedas, principalmente, podem tornar-se um problema sério. Evite tapetes soltos, móveis no meio do caminho, degraus escorregadios ou escadas com falta de corrimão. A casa deve ser bem iluminada e sinalizada, de trajetos simples (quarto-banheiro, sala-cozinha). Barras de apoio no box do banheiro e ao redor do vaso sanitário, podem facilitar o acesso ao banheiro e torná-lo mais seguro. Lembrar que quedas no banheiro, principalmente à noite, são muito freqüentes. Não deixar o idoso manusear tarefas perigosas e complicadas, como: fogão, água quente, gás de chuveiro, facas e tesouras, guardar coisas em locais altos e trocar lâmpadas. O cuidador deve fazer uma revisão em toda a casa, procurando causas 
potenciais de acidentes, tomando medidas para eliminá-las.

5-SIMPLIFIQUE TODAS AS COISAS: Lembrar que o idoso já possui uma mente confusa pela doença. Então, simplifique sua vida, pois tomar decisões corriqueiras ou executar tarefas simples podem ser fontes de insegurança e agitação. Simplifique: não ofereça muitas escolhas ( ou isto ou aquilo! ), fale frases claras e simples, não dê e nem peça muitas explicações. Se a tarefa é maior e complicada, vá por partes. Exemplo para 
dormir: mostre a hora no seu grande relógio, depois mostre o pijama ou camisola, faça-o vestir, depois lembre-o de ir ao banheiro ( urinar e higiene oral ) e por fim mostre a cama e deite-o ( um beijo de boa noite sempre é bom! ).

6- SENSO DE HUMOR: É fundamental em qualquer relacionamento, ainda mais com i idoso com demência. Manter um clima pesado, carregado devido ao problema da doença, não ajuda em nada, pelo contrário, só piora a situação. A alegria e o riso ajudam a minimizar o trabalho árduo do cuidador e o stress do idoso. Não falamos em zombar e nem rir do idoso, e sim rir com o idoso, das situações inesperadas e caóticas que acontecem. 

 
Veja este exemplo:

 
"Uma esposa cuidadora, certa vez, recordou-nos uma situação estressante com o marido (portador de alzheimer). No final do banho e já o tendo vestido, esqueceu seus sapatos no quarto e foi buscá-lo. Ao voltar, encontrou o marido no box, com o chuveiro ligado, todo molhado, com roupa e tudo, reclamando que estava muito calor. A esposa deu uma sonora gargalhada, e como estava realmente muito calor, entrou no chuveiro com ele, refrescaram-se e riram ainda mais!" 

COMUNICAÇÃO


Perder a habilidade para se comunicar corretamente poder ser um dos problemas mais difíceis e frustrantes para o idoso e para o cuidador. Com a evolução da doença, a tendência é de piorar os problemas de fala, o esquecimento para saber os nomes das pessoas, de coisas e das situações, confundir e trocar palavras. Fica, assim, cada vez mais difícil de entender o que o idoso quer expressar. Algumas mudanças que o cuidador pode notar na comunicação do idoso com demência:
-dificuldades de achar uma palavra e, no lugar, dizer uma palavra relacionada. Em vez de dizer caneta, diz: "Aquela coisa de escrever!"
-o idoso pode não entender o que você está falando, ou só entender parte da frase.
-pode até falar fluentemente, mas sem nexo e sentido.
-pode apresentar dificuldade de escrever, e de entender o que está escrito.
-pode não ter condições de conversar normalmente com as pessoas. Pode ignorar as pessoas, parar a conversa no meio, falar sozinho...
-pode ter dificuldade de expressar suas emoções: sorrir, quando sente dor; ficar agitado ao expressar carinho e afeto.

Lembre-se que estes problemas de comunicação do idoso faz parte da sua doença. A doença é que faz o idoso se comunicar com dificuldade! Paciência, paciência...

DICAS PARA PROBLEMAS DE COMUNICAÇÃO

1- SEJA FLEXÍVEL:

Lembre-se que cada pessoa é única, e que cada relacionamento é diferente. Converse com outros cuidadores e familiares e veja como eles lidam com estas situações. Pode ajudar muito.
Não espere muito do idoso, a tendência da doença é de evoluir para pior. Seja realista!
Falar não é a única forma de comunicação. Outras formas não verbais podem ajudar muito: o tom da voz, tocar o corpo do idoso, o carinho, o olhar, o abraço, o beijo...
Sempre faça com que, ao conversar com o idoso, ele esteja olhando para você, prestando atenção no que você está falando. Aprenda a reconhecer os sentimentos e emoções do idoso, pode ajudar muito.

2- PRESERVE A ESTIMA DO IDOSO:


Não trate o idoso como criança ou como doente! 

Trate-o com respeitocomo adultocomo idoso que é. 

Continue compartilhando de sua vida com o idoso, mostre a ele que você o estima, o ama, fala de suas emoções, de suas atividades e de seus passatempos.

O idoso pode não saber se comunicar direito, mas pode entender razoavelmente os sentimentos e emoções que podem acontecer. Preserve, assim, a dignidade e o respeito do idoso. Nunca discuta problemas relacionados com ele, na sua frente, como se ele não entendesse, não existisse ou não estivesse ali. Explique e ensine estas dicas para toda família e para os amigos.

3- MANEIRAS DE FALAR:

O cuidador deve permanecer sempre tranqüilo e falar de um modo gentil e amigável. Comunicar com frases curtas e simples, enfocando uma idéia ou uma opinião de cada vez. Dê tempo para o idoso entender o que lhe é dito.
Deve-se falar claro e lentamente, sem elevar a voz. Se for necessário, pode-se repetir palavras que expressam o mesmo sentido. Exemplo: tomar banho, lavar o corpo, entrar no chuveiro...
Ao dizer nomes, dê-lhe uma orientação: "Maria, sua filha!", "João, seu vizinho!"
Procura-se não discutir ou convencer o idoso, não partindo para conversas mais complexas e de difícil entendimento. Falar com simplicidade!

4- SIMPLIFIQUE AS ATIVIDADES

Ao solicitar ajuda do idoso, dê intruções simples. Exemplo: ao vestí-lo, dê a ele peça por peça, primeiro a cueca, depois a calça, a camisa...
Se o idoso ainda é útil nas tarefa de casa, peça sua ajuda, dê-lhe tarefas simples, faça-o sentir útil, agradeça-o pela ajuda prestada. Isto poderá elevar muito a sua auto-estima!
Procure fazer perguntas tenham como respostas, palavras simples: não, sim, é...
Evite muitas escolhas. Apresente poucas opções de cada vez.

5- OUTRAS DICAS

Encoraje sempre o riso! O bom humor é a melhor maneira de contornar a confusão e o mal-entendido. Com o sorriso tudo pode ficar mais fácil.
Evite levar preocupações e tristezas ao idoso. Deixá-lo frustrado não ajuda em nada, e poderá piorar seu estado geral.
Mostrando e tocando objetos, retratos e quadros, pode-se ajudar a "puxar"a memória e a melhorar a conversa.
Música pode ser um excelente modo de comunicação, ajudando o idoso a recordar sentimentos, pessoas e situações mais antigas.


VESTUÁRIO 

Como já foi observado em todo o site, o idoso com demência, gradativamente, vai apresentando dificuldade em relação à memória, dificuldades para executar tarefas rotineiras e para manter um comportamento social aceitável. Assim, com o avanço de sua doença, até os procedimentos mais simples podem tornar-se fonte de confusão mental e agitação, como é o caso de vestir-se.
É comum ouvir familiares e cuidadores dizerem que o idoso não sabia que roupas vestir, em que ordem e para qual ocasião ou situação!
Exemplo: 
" Colocar dois vestidos, um sobre o outro. Ou duas calças, ou duas camisas. 
" Tomar banho, e depois vestir as mesmas roupas sujas, que deveriam ser lavadas. 
" Colocar as roupas ao contrário, de trás para frente, ou do avesso. 
" Abotoar a calça, a camisa ou o vestido de maneira errada. 
" Primeiro, colocar a calça, e só depois colocar a cueca por cima. 
" Vestir o pijama e ir para a rua, passear. 
" Colocar o terno ou o vestido bonito, para ficar em casa. 
" Colocar roupa limpa, antes de tomar o banho. 
" Querer sempre colocar a mesma roupa, mesmo suja, em qualquer situação. 
Estas são as situações mais comuns, em relação ao vestuário, de um idoso com demência. Percebemos, então, que calças e vestidos com muitos botões, fivelas e cintos complicados, sapatos para amarrar ou com fechos, podem ajudar a complicar o dia-a-dia destes idosos. 
DICAS: 
" Evitar roupas cheias de detalhes e difíceis de usar. Evite fivelas, cintos, botões, camisas com gravatas ou vestidos fechado atrás. 
" Use e abuse de velcro e zíper. 
" Sapatos tipo mocassim, fáceis de usar. 
" Sutiãs com fecho na frente. 
" Orientar e acompanhar o idoso na hora de vestir, não dando a ele muitas escolhas. No máximo duas ou três peças para escolher. 
" Dar a roupa para vestir, em seqüência, falando clara e pausadamente: "Primeiro a cueca ( calcinha e sutiã), depois a calça, a meia, a camisa..." 
" Sempre, como em qualquer tarefa que o idoso realiza, faça elogios e incentive o seu bom desempenho! 
" Quando o idoso insistir em usar sempre a mesma roupa (o mesmo terno ou o mesmo vestido), não aceitando que seja trocada e lavada, um bom recurso é comprar ou fazer peças idênticas, não deixando-o notar que não seja a mesma roupa. 

BANHO E HIGIENE PESSOAL 

O banho, aparentemente, uma atividade comum e de fácil realização, pode ser causa de momentos estressantes e perigoso, no idoso com demência. Já na fase inicial da doença, pode existir uma resistência ao ato de tomar banho ou de ser banhado. Esta resistência se baseia fundamentalmente em alguns aspectos especiais: 
-perda ou diminuição da auto-estima. 
-perda da rotina. 
-traumas devidos à má condução desta atividade, no passado (banho muito quente, muito frio, vergonha, zombarias) 
-desorientação no tempo e local, problemas de memória e esquecimento. 
Os hábitos e costumes de cada idoso devem ser valorizados e as atividades devem ser planejadas com cuidado e atenção. Algumas questões são absolutamente essenciais: A PERDA DA INDIVIDUALIDADE E A FALTA DE PRIVACIDADE. Como exemplo: a maioria dos idosos pertencem à gerações de conduta moral rígida e costumes recatados,onde até perante o cônjuge, não ficariam à vontade! Imagine o mal-estar e o pânico de um senhor, que sempre manteve seus hábitos e sentimentos extremamente conservadores em relação ao pudor; e que está sendo banhado por pessoas estranhas, invadindo a sua privacidade, com hábitos contrários aos seus e que cultivados e mantidos por décadas. 
Outras causas de resistência ao ato de tomar banho: 
-quedas no banheiro 
-queimaduras por água quente ou frio extremo 
-sabonete nos olhos 
-cuidador se paciência no manejo do banho, palavras bruscas ou hematomas causados pela força ao segurar 
- idoso pensa que já tomou o seu banho 
-fatores climáticos e culturais 
Ao contrário, também existem idosos que adoram tomar banho, sendo, por isso, um ótimo recurso a ser utilizado, quando se encontrar muito agitado. 
Dicas para o cuidador: 
#A rotina do banho é essencial. Mudanças de horário e da maneira de como conduzir o banho devem ser evitadas. 
#O cuidador deve, na medida do possível, deixar que o idoso realize (quando estiver em condições) a tarefa de banhar-se. A melhor maneira do cuidador agir, é na condição de incentivador e auxiliar. 
#Antes de chamar o idoso para o banho, o cuidador deverá preparar tudo nos mínimos detalhes. A falta de uma preparação adequada poderá levar a uma situação tensa e perigosa. Assim, se os objetos necessários não estão à mão (sabonete, shampoo, toalha, roupas limpas), corremos o risco de ter que deixar o idoso sozinho, confuso e molhado 
num ambiente potencialmente perigoso. 
#Quando se está preparando o banho, todas as ações devem ser explicadas em voz alta, falando clara e pausadamente, uma a uma. 
#Banho de chuveiro, com água em abundância e temperatura agradável, são requisitos indispensáveis. Banho de banheira ou no leito são reservados para situações especiais, quando a nossa experiência nos revela ser melhor. 
#Ao iniciar o banho, dependendo do grau de autonomia do idoso, deve-se pedir que vá se despindo. As ordens devem 
ser bem clara: "Vamos tirar suas roupas", "Entre no box", "Passe o sabonete nas axilas". 
#Todas as ordens bem executadas devem ser acompanhadas de elogios. 
Após o banho, o cuidador deve oferecer a toalha, e pedir ao idoso que se seque, supervisionando principalmente entre os dedos dos pés e nas dobras do corpo. Depois, oferecer suas roupas limpas, peça por peça, explicando onde colocar ( a camisa, as meias...) e ajudando-o se for necessário. 
#O banho também é um ótimo momento para realizar uma revisão sistemática da pele, unhas e cabelos, observando assim alguma lesão escondida, rachadura na pele ou nos pés, hematomas ou algum outro trauma que não se via antes, escaras que estão iniciando, micoses... 
#As unhas devem ser cortadas semanalmente. 
#O cuidado com a cavidade oral (boca) é importante. A limpeza de próteses (dentaduras, roachs) ou mesmo dentes naturais, bem como as gengivas, devem ser rigorosamente observados, principalmente após as refeições. Um bom artifício para conseguir ajuda do idoso nesta tarefa, é o cuidador escovar os seus próprios dentes e pedir ao idoso que o imite. 
#Os cabelos devem ser lavados regularmente e revisados em busca de parasitos. O corte do cabelo e da barba devem ser feitos periodicamente. 
#O uso de maquiagem é positivo para as senhoras idosas, e devem obedecer ao bom senso. 
#A atitude a tomar em relação ao idoso que não quer fazer a sua higiene, e nem deixar o cuidador fazê-lo, é a de manter postura determinada, evitando a confrontação e a discussão, conduzindo com firmeza, passo-a-passo, a execução de toda a tarefa! 

INCONTINÊNCIA URINÁRIA E FECAL

A fala, 
o andar, 
o equilíbrio, 
junto com o razoável 
controle da bexiga 
do intestino são sinais de evolução de uma criança 
que está saindo da primeira infância. 

Aprendemos de o ato de urinar e de evacuar são necessidades importantes, porém apresentam conotações de sujeira e de mal-estar, quando sem controles.


Quando chega a velhicee por fatalidade ( é raro!), vem a demênciana sua fase mais avançadapode ocorrer a falta de controle da bexiga e do intestino. 
É o que chamamos de incontinência urinária e incontinência fecal. 
A mais comum é a incontinência urinária e pode aparecer até em fase mais inicial, já a incontinência fecal é bem mais rara de ocorrer e aparece só na fase mais adiantada de demência
Não necessariamente uma é acompanhada pela outra.

Nota-se quando ocorre com o idoso demenciado, pode causar um grande impacto nos familiares, chegando até à cenas de desespero! Num primeiro momento, o sentimento de raiva e de frustração por ter de enfrentar esta situação, no mínimo, desconfortável. Passado esta fase, o cuidador/familiar entende e aceita com mais naturalidade, não esquecendo do imenso trabalho que é cuidar da incontinência, e a preocupação de não deixar o ambiente nauseante e nem o idoso com assaduras e feridas.
Quando o cuidador/familiar estiver diante de uma situação como esta, deve sempre perguntar ao médico qual é a causa. 
" É diária ou esporádica? 
" Só ocorre quando tosse, sorri ou aperta a barriga? 
" O idoso sente vontade, mas não consegue chegar à tempo, no banheiro? 
" Tem dificuldade de tirar a roupa para urinar? 
" Na incontinência, a urina sai para valer ou fica pingando na roupa? 
" O idoso se perde e não acha o banheiro? 
" Ocorre só de dia ou só de noite? 
" Toma algum medicamento que pode causar incontinência? (diurético, anti-depressivo, anti-alérgico,etc.) 
" Relata dor ao urinar, urina várias vezes ao dia ou a urina tem cheiro forte? 
Para responder estas perguntas com a maior fidelidade, o cuidador/familiar deverá fazer um relatório, um diário sobre a incontinência, ou seja, registrar todas as vezes que o idoso urinar, no vaso ou como incontinência, durante alguns dias, para poder entender um possível padrão, qualificando e quantificando melhor esta intercorrência. Assim, seu médico terá mais subsídios para um correto diagnóstico e condições de intervir neste problema, de maneira mais eficaz. 
Existem várias causas para a incontinência urinária: 

1. infecção urinária, conhecida também como cistite. 
2. Nos homens, problemas com a próstata. 
3. Nas mulheres, problemas com a bexiga e o períneo ( bexiga arriada ). 
4. Uso de remédios, tais como os diuréticos, sedativos, anti-depressivos, anti-alérgicos, alguns remédios para a hipertensão arterial, entre outros. 
5. Diabetes descompensado. 
6. Uso excessivo de café. 
7. A própria demência pode ser a causa da incontinência. 


Para a medicina, existem três tipos de incontinência urinária:

" incontinência de estresse: A musculatura que envolve a uretra é responsável por evitar que a urina escape da bexiga. Quando esta musculatura se torna flácida, mesmo com um mínimo de esforço, pode causar um pequeno vazamento. Exemplo: atividades como tossir, espirrar, gargalhar, pegar objetos pesados, podem forçar esta musculatura e extravaze a urina. É comum este tipo de incontinência nas mulheres durante ou após o parto, ou na menopausa. 

" incontinência de urgência: caracteriza-se por uma necessidade premente e repentina de ir ao banheiro, mesmo quando a bexiga ainda não está cheia. 

" incontinência por transbordamento: aqui existe a incapacidade de contrair adequadamente a bexiga. 
As causas podem ser o câncer, o diabetes, os problemas com a coluna vertebral (medula espinhal) e os problemas de crescimento da próstata
"

DICAS PARA O CUIDADOR

" Em primeiríssimo lugar, nunca deve-se causar constrangimento ou ficar com raiva do idoso, pois além de não ser culpa dele, pode deixá-lo também muito triste, pouco cooperativo e até muito mais agitado. 


" Faça o diário da incontinência, anote os horários que o idoso urina normalmente ou que ocorre a incontinência. Veja qual é o padrão de diurese do idoso, pode ajudar muito. 

" Se o idoso se perde, não sabendo onde fica o banheiro e não chega a tempo, acontecendo assim a incontinência, uma das dicas é sinalizar bem a porta do banheiro, com palavras grandes e chamativas ( rosa-choque, verde e azul exuberantes, vermelho..) ou colocar a própria figura de um vaso sanitário. À noite, deixe a luz do banheiro acesa. Deixe o quarto do idoso mais perto do banheiro. Em alguns casos, o ideal seria deixar o periquito/comadre junto à cama. Finalmente, facilitar o uso do vaso, com assentos altos e adaptados e barras laterais. 

" É uma MÁ IDÉIA restringir a ingestão de líquidos, e assim o idoso urinar menos. Esta atitude do cuidador/familiar pode causar desidratação no idoso e piorar ainda mais seu quadro clínico. Uma boa hidratação com água, sucos, leite é vital para a saúde do idoso com demência! 
" Durante a parte do dia, procure levar o idoso, em intervalos regulares, ao banheiro. O diário pode ser útil para identificar os melhores horários. 
" Procure vestir o idoso  não com roupas difíceis de retirar ou abrir. Velcro é uma ótima opção, no lugar do zíper ou dos botões. 
" O uso de fralda descartável geriátrica pode ser útil à noite, apesar do constrangi- mento e da vergonha que o idoso possa sentir. Quando bem explicado e feito de maneira carinhosa pelo cuidador/familiar, sempre há boa aceitação. Observar se a fralda não amanhece muito cheia ou vazando, pois talvez será necessário uma troca no meio da madrugada. 
" Se o idoso não consegue ir até ao banheiro, para urinar ou evacuar, por problemas diversos e a incontinência e mais severa, o uso de fralda geriátrica é imperativo, durante todo o dia ( dia e noite ). Deve-se atentar, então, para alguns cuidados como a troca de fraldas, em intervalos regulares. Nunca deixar fraldas molhadas no corpo por muito tempo, evitando assaduras e feridas na pele. Uma boa higiene, em cada troca, é muito importante, com o uso de água e sabonete para retirar resíduos de fezes e de urina. Nas mulheres, a má higiene pode, inclusive, ser causa de infecção urinária. Ao fazer a limpeza, sempre limpar a região anal de frente para trás, isto é, da vagina para o ânus, evitando levar fezes para o canal da uretra, contaminando a urina. 
" Lembrar que a agitação pode ser um sinal de que o idoso quer urinar ou evacuar. Se já usa a fralda, pode ser sinal de trocá-la. 
"
A INCONTINÊNCIA FECAL é rara e só acontece em fases mais avançadas. Lembrar que é comum, mesmo no idoso sadio, o ritmo intestinal não ser diário, podendo acontecer de 2 em 2 dias ou até de 5 em 5 dias. Desta maneira, o idoso não se sente mal e não ocorre a prisão de ventre. Os problemas iniciam quando o idoso e o cuidador pensam que o correto é evacuar diariamente, fazendo, com isso, uso de laxantes e clister. Esta atitude só tende a piorar a situação. Para evitar a constipação intestinal, o ideal seria dar uma dieta rica em fibras ( cereais, farelos de trigo, legumes, frutas e bastante líquido). A imobilização também pode ser uma das causas da prisão de ventre. Evite a imobilidade e sempre faça caminhadas diárias com o idoso. Outra dica é a rotina de levá-lo ao banheiro, sempre no mesmo horário, para evacuar. O cuidador deve observar, também alterações no ritmo intestinal, se era mais constipado e ficou mais diário e pastoso, ou vice-versa, pois poderá significar alguma doença em curso, ou problemas com a dieta do idoso. Não deixe de relatar estas alterações para o seu médico.



MEDICAMENTOS


O organismo do idoso não é igual ao de um adulto, ou seja, o idoso não é um adulto mais velho! Todos os seus órgãos funcionam mais lentamente, o que pode ajudar para que a medicação que o idoso tome, seja eliminada bem mais devagar.
Não podemos esquecer também dos efeitos colaterais que estas drogas possam provocar. Imagine que exista efeito colateral de medicamento, tomando somente um. Agora, e quando o idoso toma, pelo menos, de 4 a 8 remédios diferentes?

PORTANTO:

*Leve sempre a última receita ou as caixas dos remédios que o idoso toma. Não confie na memória!
*Sempre que notar que está sendo administrado muitos remédios diferentes, pergunte ao médico se realmente são necessários. Além de onerar o custo do tratamento, que é, na maioria das vezes, para tratar sintomas e não para curar, certamente irão causar efeitos colaterais, inclusive sérios.
*Verifique e repita para o médico, os remédios e seus horários de tomadas. Com delicadeza, peça para escrever com uma letra mais legível.
*Pergunte se pode dar os remédios juntos, no mesmo horário, se pode misturá-los. Para facilitar, na grande maioria das vezes, pode sim.
*Relate para o médico se notar que algum medicamento possa ter dado efeito colateral.
*Se o idoso não é capaz de entender a receita que está tomando, não deixe ele tomar o remédio por conta própria. Ele poderá tomar doses erradas em horários errados, sendo muito prejudicial para sua saúde e segurança. O cuidador é que deve guardar o remédio e dar nas doses e nos horários certos.
*Nunca tome remédio por conta própria, nunca tome remédio por indicação do vizinho, parente ou amigo.
*Se o cuidador tiver qualquer dúvida, não deverá se acanhar em buscar orientação do seu médico.

Nunca é demais repetir que a doença de Alzheimer e os outros tipos de demências são ainda doenças sem cura! Assim, não acredite em propagandas, conversas ou falsos profissionais de saúde que dizem ter a solução e a cura para a doença do seu idoso. Cuidado com as falsas promessas, cuidado com o CHARLATANISMO!

Lembre-se de que um idoso com demência já tem muitos problemas para enfrentar. Cuidando bem de sua medicação, poderemos tornar sua vida menos difícil!

PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO 

Cuidar de um idoso com demência requer trabalho e paciência. E um trabalho especial, de um doente especial, feito por uma pessoa mais especial ainda, que é você, cuidador! 
Em primeiro lugar, lembrar sempre que o idoso demente possui sua individualidade, é pessoa e merece respeito, carinho e consideração como qualquer outro ser humano. Ele não é cidadão de segunda classe! 
Lembrar sempre que, quando apresenta problemas de comportamento, insônia, urina e defeca na roupa, grita, bate, esquece coisas e nomes, NÃO E ELE QUE FAZ ISTO E SIM A SUA DOENÇA. E a doença que xinga, que grita, que esquece. Portanto, paciência... 
Para o cuidador, a pior parte deste trabalho é lidar com os problemas de comportamento. O cuidador tem que controlar estes distúrbios de comportamento e ter domínio sobre a situação. Não é fácil, mas é possível. 
No livro 36 HORAS, dos drs. Rabins e Mace, sugere-se que sempre que haja um comportamento problemático, no idoso demente, aplique-se a regra dos 6 R"s: 

RESTRINJA: Tente fazer com que o idoso pare com o comportamento problemático. Use de todos os argumentos para que ele possa ceder, convença-o, convença-o ... Sempre ajuda. 
REAVALIE: pergunte-se: "Há alguma razão para este comportamento? Será efeito de medicação? Frustração por não poder fazer algo, por não conseguir fazer algo? Irritado por algum motivo? Qual motivo? Idosos com demência podem ter explosões irreais, porém em muitas destas explosões, pode haver uma razão real e encontrar esta razão, pode facilitar o controle do comportamento. 
RECONSIDERE: Tente ver a situação do ponto de vista do idoso. Para ele tudo vai tornando-se estranho e inexplicável. Habilidades que possuíam há um mês atrás, podem não tê-las mais ( exemplo: escrever seu nome). O idoso demente pode estar assustado e confuso, morando num mundo que está ficando incompreensível. 
RECANALIZE: Tente tomar um comportamento difícil em um outro mais aceitável e mais seguro. Exemplo: Se o idoso joga fora seu jornal do dia, esconda a edição de hoje, e dê-lhe a edição de ontem para jogar fora. 
REASSEGURE: Imagine o idoso demente vivendo num mundo que ele não entende, entre pessoas que ele não reconhece, que fazem coisas estranhas à ele. Este idoso precisa de compreensão e da certeza de que tudo está bem. Seja generoso com palavras dóceis e amigas, fale calmamente, abrace, beije, faça carinhos. Demonstrar afeto é a melhor maneira de mostrar que se quer bem e ter o controle da situação. 
REVISÃO: Após contornada a situação de conflito, onde o idoso apresentou comportamento inadequado, faça uma revisão de como conseguiu resolvê-la. O que se pode aprender com tal situação? O que fiz foi certo, foi correto, foi o melhor para o idoso? Reveja suas experiências, aprenda com elas e compartilhe-as com outros familiares e cuidadores.

VAGUEAR - PERDER-SE - FUGIR 

Este tipo de comportamento no idoso demente preocupa muito os cuidadores, pelo potencial de perigo que pode existir, inclusive com acidentes sérios e até fatais. Setenta e cinco por cento dos idosos dementes passarão por este tipo de comportamento, em alguma fase de sua doença. Não ocorre sempre, porém há fases que isto ocorre com freqüência. 
As causas são difíceis de serem determinadas. Pode ocorrer de repente e, também subitamente parar de acontecer. Para contornar este tipo de comportamento, podem ser ver em uma posição de conflito sério e até insustentável, gerando grave crise no relacionamento cuidador-idoso. 
Considerar causas como: 
Necessidade de ir ao banheiro, fome, sede, calor, frio, ou simplesmente vontade de ficar confortável. Procurar não se sabe o quê, sem saber aonde! Pode estar procurando um ambiente mais iluminado. Necessidade de caminhar para fazer exercícios. Caminhar como forma de combater seu stress. Pode ser por reações à medicações, novas enfermidades, desidratação, febre, que podem levar, por sua vez, um quadro de confusão mental aguda, aumentando o risco de fugir e de perder-se. Pode vaguear, pois acha que está perdido e não conhece a sua própria casa. Pode estar procurando alguma coisa ou alguém de seu passado mais antigo (Pai, mãe, professora, colegas do antigo trabalho..). Hábito de andar muito, como era no passado, no trabalho (carteiro, entregador, cobrador...). Sentir-se sozinho, aborrecido, ansioso, aprisionado, com medo, pois o cuidador teve que sair (e aí, vai atrás...). Sentir raiva do cuidador, e ir embora. Problemas de visão e audição. 
Vaguear, fugir, e perder-se à noite é especialmente difícil para os cuidadores, pois a fadiga e o cansaço de ambos é muito maior. Algumas causas são: não conseguir separar sonho de realidade. Não conseguir separar noite do dia. Inatividade extrema. Dormir muito durante o dia. Reação contrária à medicações. 
Idosos que tem maior risco de vaguear - fugir - perder-se: idosos, que apesar da demência, falam bem e são bons de conversa. Incontinência urinária e fecal. Confusão constante. Boas relações sociais. Incapacidade de compreender de que está perdido. Boa facilidade para andar e tendência de estar sempre em atividade.
Dicas para cuidadores: 
Algumas podem ser úteis para os cuidadores enfrentarem esta situação: 
#Se ele começou com este comportamento subitamente, pois não é um comportamento comum à ele, faça uma consulta médica, em busca de uma explicação possível, ou até u problema de saúde. 
#Não está com fome? Sede? Frio? Calor?.., pergunte! Fazer com que sua casa, seu ambiente seja o mais seguro possível. Ponha grades nas janelas, grades nas escadas, boas cercas nos quintais, fechaduras nas portas complicadas e eficientes, considere colocar alarmes. Não o ponha em condições de fugir: roupas inadequadas para sair, esconda os sapatos, não dê as chaves. 
#As vezes, ele não foge, ele se perde. Sinalize bem a sua casa, deixe o ambiente o mais familiar possível: retratos de toda a família pela casa, objetos pessoais de estima à mostra, sinalize o banheiro, o quarto, a cozinha. Evite quer o seu ambiente seja confuso e barulhento, agitado, com muitas pessoas. 
#Encoraje a caminhada e o exercício. Distraia o idoso com conversa, atividades, comida, mostrar álbuns de família ( ajuda a acalmar e a melhorar a memória). 
#Faça identificação em suas roupas, escrevendo em um cartão ou na própria roupa, o nome e endereço, telefone e um agradecimento pela ajuda. Pode ser também um bracelete ou um colar para identificação. 
#Comunique a situação do idoso demente com os vizinhos, o porteiro do prédio, os familiares mais distantes, e se necessário e útil, até com a polícia. Considere o uso de medicação: poder ser útil, mas pode trazer reações indesejáveis. Converse com o seu médico. 
#Último recurso: casa de repouso. 
Finalmente, converse com o idoso, fale pausada e calmamente, sorrindo em tom de ajuda, orientando-o . Mostre o seu quarto, suas coisas, o banheiro, a cozinha. Diga que gosta dele, que não o quer ver saindo sozinho. Distraia o idoso. 


PROBLEMAS COM O SONO 

A insônia é muito comum em idosos normais e, com os idosos demenciados, torna-se uma constante razão de estress e cansaço para eles e seus cuidadores.
O padrão de sono do idoso normal é diferente do padrão de um adulto e de uma criança. Ele demora mais para "pegar no sono", o sono é mais leve, sonha menos, pode-se ter vários períodos de interrupção durante o sono (exemplo: para urinar) e, finalmente, o tempo total de sono raramente ultrapassa à 6 ou 7 horas. Repetindo, isto é o padrão NORMAL de sono para o idoso.
Porém, ele que dormir como criança pequena, ou seja, quer ir para a cama às 20 ou 21 horas e acordar somente às 6 ou 7 horas do outro dia, tudo isto somados à ausência de barulho e a não vontade de urinar. Impossível! Daí o grande número de idosos que usam calmantes e soníferos. É comum, nas madrugadas de plantões de emergências de traumatologia, a entrada de idosos com fraturas de pernas, braços e crânio, por acordarem tontos para urinar, sofrendo quedas desastrosas.
Imagine, agora, um idoso com demência?
A doença de Alzheimer pode causar quadros de confusão mental, insegurança e agitação. Isto já à luz do dia! A tendência é piorar ao anoitecer. O medo da noite é um dos sintomas mais comuns nos idosos demenciados, sendo também fonte de estress e fadiga para familiares e cuidadores. É um dos principais motivos de consulta ao médico: "- Doutor, que faço para ele dormir?"

Acrescido à mudança de ritmo de sono-vigília, isto é, de dia dorme e de noite fica acordado, é no horário noturno que o idoso tem seus piores momentos de agitação, muitas vezes difíceis de lidar, tais como: querer ir para a rua, ver coisas e pessoas que não estão no ambiente, crises de choro...

DICAS PARA CUIDADORES:

" Reveja com o médico, as medicações que o idoso toma, pois uma mudança simples de horário e a retirada de algumas delas, dispensáveis, pode melhorar muito o padrão de sono. 
" Ver se o idoso não está desconfortável na cama, se ele não está sentindo dor ou mal-estar, medo insegurança, falta de carinho ou a companhia de alguém no quarto. 
" O idoso pode acordar para urinar várias vezes, e perde o sono. Neste caso, procure deixar o urinol ou periquito perto de sua cama, evitando que ele vá ao banheiro e acender as luzes da casa. 
" A ociosidade e o sedentarismo, durante o dia, podem piorar o padrão de sono noturno. O exercício físico, a caminhada e ocupação de tempo com atividades podem restaurar o sono perdido. 
" Evitar cochilos e deitar na cama ou no sofá, durante a parte do dia. 
" Evitar bebidas estimulantes à tardinha e à noite: café, chá-mate, refrigerante e bebidas alcoólicas. 
" Tristeza e depressão são grandes inimigos do sono. Tratamento médico adequado é primordial. 
" Um cuidador cansado e estressado pelos cuidados do dia pode também atrapalhar o idoso a entender que tem que dormir à noite. É bom ter um cuidador só para ficar à noite. Deixar o cuidador do dia descansar. 
" Lembrar que os problemas de sono podem ocorrer em algumas épocas e não permanentemente. Paciência, então, que a insônia pode acabar. 
" Se nada disto resolver, a ajuda de um médico, com uma prescrição de tranqüilizante ou sonífero, pode contornar esta situação, estabilizando o padrão de sono do idoso e melhorando a convivência familiar. 

PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO SEXUAL

Junto com a agitação extrema, é uma dos problemas de comportamento mais angustiantes e estressantes para os cuidadores e familiares. Imagine uma pessoa idosa, homem ou mulher, que sempre pautou sua conduta moral pelos critérios mais rígidos, principalmente em relação à conduta sexual, e que depois de instalada a doença de Alzheimer, apresente comportamento sexual inadequado, tirando a roupa em público, manuseando seus órgãos sexuais ou até mesmo se masturbando. Terrível, não?
Mas porquê ocorre isto com as demências, com a doença de Alzheimer?
Em primeiro lugar, devemos lembrar as demências apresentam três características principais:
1- PROBLEMAS COM A MEMÓRIA
2- PROBLEMAS DE COMPORTAMENTO
3- DIFICULDADE OU PERDA COM HABILIDADES PREVIAMENTE APRENDIDAS.
Estes sintomas apresentados nas demências é devido ao comprometimento e deterioração das células do cérebro, os neurônios, em regiões que são responsáveis pela memória, pelo comportamento e pelas habilidades apreendidas. Assim, muita coisa que o idoso aprendeu e viveu, com a doença de Alzheimer foi perdida. Fatos vividos, família construída, uma carreira, um trabalho de longos anos... tudo isto vai desaparecendo, com a piora da doença. Numa fase mais avançada, então, pode-se também perder a referência guardada em seu cérebro, sobre as normas de conduta sexual, que forma aprendidas e passadas para toda a sua família.
Se não se lembra, se esqueceu, se se perdeu em seu cérebro aquele aprendizado de que tirar a roupa em público é errado, porquê não fazê-lo? Se, por uma questão de vontade, sentir vontade de ter relações sexuais ou querer se masturbar, e não ter mais noção do certo ou errado, que mal fazer isto na sala de estar?

LEMBRAR SEMPRE QUE NÃO É O IDOSO QUE FAZ, PREMEDITA- DAMENTE, ESTE TIPO DE CONDUTA. É A SUA DOENÇA!

DICAS PARA O CUIDADOR:

" VONTADE DE URINAR: às vezes, tirar a roupa em público pode ser somente vontade de urinar ou evacuar. Portanto, para contornar este problema, o idoso deve ser levado ao banheiro em intervalo regulares, durante todo o dia. 
" MANIPULAR GENITAIS: observar se a roupa não está muito apertada ou muito quente, ver se não estão ocorrendo assaduras ou alergias na região genital. 
" TIRAR A ROUPA EM PÚBLICO: pode significar que a roupa está apertada ou que está com calor. Observe se o comportamento inadequado não é alguma necessidade que o idoso não sabe expressar. 
" MASTURBAÇÃO E RELAÇÃO SEXUAL: cabe ao parceiro, e às vezes, até à família, a decisão sobre o relacionamento íntimo, conjugal e sexual. Muitas vezes, o que o idoso apresenta é somente carência de afeto e de amor. O toque, o carinho, o abraço, o beijo e o sorriso resolvem facilmente suas necessidades. Em relação à masturbação ( mais comum em homens ), procure explicar ao idoso que este tipo de prática não deve ser feito, muito mais em público. Em último caso, deve levá-lo para um lugar reservado. 

REGRAS GERAIS:

8. Procure encarar com naturalidade estes problemas, não busque o confronto com o idoso, não grite com ele e nem seja intolerante, ríspido e rígido. 
9. Procure distraí-lo, dê-lhe ocupação, dê uma volta com ele, para que esqueça ( e esquece mesmo!) do comportamento inadequado. Com calma e paciência se consegue tomar conta da situação. 
10. Evite colocar o idoso em situação de ridículo, não reaja com estardalhaço, ainda mais na presença de crianças. 
11. Seja gentil, paciente e, se necessário, haja com firmeza. Procure não elevar o tom da voz. Não piore mais a situação! 
12. Novamente, lembre-se: o contato pessoal, o carinho, o toque e a atenção são primordiais e importantes para contornar estas situações. 
13. Evite brincadeiras de mau gosto, piadas e gracejos de ordem sexual, que podem estimula o idoso. 
14. O aparecimento súbito de um comportamento inadequado, que foge à regra, também pode ser um indício de que algo está errado com o idoso. Procure um médico e peça esclarecimento. 

PERSEGUIÇÃO

Alguns idosos com demência seguem seus cuidadores, à qualquer lugar aonde vão. 
Se for à cozinha, vai atrás; se for ao quarto, vai atrás... 
No início, este comportamento pode ser até confortável para os cuidadores, pois seu idoso ficará sempre em seu campo de vi- são e de cuidado. Porém, com o passar dos dias, isto vai ficando irritante e desconfortável, fazendo com que o cuidador sinta-se sem privacidade.
Seja paciente! Notamos que o cuidador é a única fonte de segurança para o idoso, que tem medo, às vezes, da própria casa onde mora, das pessoas "estranhas" que o rodeia. Assim, é normal que o idoso siga seu cuidador.
É natural e necessário que o cuidador tenha a sua própria individualidade e priva- cidade. Também não deve deixar de ter suas próprias necessidades e de viver a sua vida. É importante que o cuidador tenha suas coisas, seus amigos, seus hobbies, seu lazer e seu descanso, não precisando sacrificar a sua vida pelo cuidado do idoso.

DICAS PARA CUIDADORES:
" Nunca deixe o idoso ocioso, se ele pode ser útil em alguma coisa. Invente uma atividade, uma distração, algo com que se ocupe sozinho e deixe o cuidador fazer outras atividades necessárias. 
- VIDE "MANTENDO EM ATIVIDADE" 

" Um ponto importante, na relação entre o idoso com demência e o cuidador, é a constatação de que casos de perseguição são mais comuns quando só um cuidador assume tudo. Exemplo: só a esposa, só o esposo, só a filha, só a irmã é que cuida do idoso. Assim, o cansaço físico e o stress é muito maior. Nota-se que nestes casos, aumenta o uso de medicamentos sedativos para o idoso e, até, para o cuidador. 
" Envolva outros familiares na ajuda para tomar conta do idoso, encontre uma pessoa que possa e que queira ajudar e compartilhar este trabalho. O idoso só tem a ganhar com esta preciosa ajuda compartilhada. 
" Se a situação estiver insustentável, e o cuidador, bastante cansado com esta perseguição por parte do idoso, veja a possibilidade de contratar cuidadores profissionais , por uma temporada, para que o principal descanse. Também pode-se pensar até na possibilidade de colocar o idoso em um centro-dia (creche para idoso ) ou, até mesmo, na possibilidade de institucionalizá-lo, ou seja, passar uma temporada em casa de repouso. 

23 DICAS PARA CASOS DE AGITAÇÃO

15. Repetiremos sempre: é a doença, é o quadro de demência que gera problemas de comportamento. O idoso não agita deliberadamente, de propósito. 
16. Contornamos melhor a agitação se temos um ambiente agradável e seguro. Se proporcionamos e supervisionamos atividades e tarefas durante todo o dia. Se temos apoio dos familiares e de outros cuidadores (se os tiver), aprendendo juntos habilidades necessárias para melhor cuidar do idoso. 
17. Em muitos casos, a agitação ocorre devido à pouca preparação do cuidador/familiar em saber lidar com o idoso afetado pela demência. 
18. Carinho, afeto e atenção torna o idoso mais fácil de lidar, em caso de agitação. 
19. Não dê falsas promessas e nem diga mentiras. Conquiste cada vez mais a confiança do idoso. 
20. O idoso, pela demência, pode esquecer facilmente. Portanto, não fique criticando-o ou lembrando-o de episódios tristes e angustiantes do passado. 
21. Para saber lidar com o idoso com demência, é necessário primeiro aprender o que é esta doença. 
22. A prática da boa comunicação é importante. Fale devagar, olhando para o idoso e dizendo frases curtas e objetivas. Não lhe dê muitas opções de escolhas. 
23. Tenha sempre um ambiente calmo e tranqüilo, encorajando o bom humor, a alegria e o riso. Relaxar faz bem contra a agitação! 
24. Não provoque, no entanto, muitas emoções no idoso. Preocupações, alegrias e tristezas em excesso podem deixá-lo mais confuso e agitado. 
25. Demonstre segurança e confiança no trato com o idoso. Procure ter o controle da situação em que ocorre a agitação. A autoridade e a firmeza (com calma e suavidade) podem ajudar a conter o idoso e deixá-lo mais cooperativo. 
26. Não empurre, não bata, não grite e nem xingue! NUNCA! 
27. Esteja atento ao nível de frustração do idoso. Carinho, amor e atenção, bem como o abraço e o toque, podem deixá-lo menos frustrado e sentir-se mais tranqüilo e amado. 
28. Procure tratar o idoso com a maior naturalidade possível, não tratando-o com uma criança, ou como um doente, mesmo que o seja. Agir assim pode evitar mal-entendidos e conflitos. Lembrar que o idoso pode perceber e ter sentimentos, como nós. 
29. Ocupação, atividades e tarefas domésticas ou sociais ajudam a preencher o tempo, dando valorização e importância ao idoso. 
30. Como cuidador/familiar, não tenha muitas expectativas de que o idoso irá melhorar, ou que se consiga controlar bem todos os seus sintomas. Estamos lidando como uma doença que AINDA não tem cura ou controle efetivo. Procure ser realista! 
31. Evite discutir com o idoso! A maneira dele reagir e de entender os fatos está alterada. Tentar convencer ou discutir, com muitos argumentos, como adultos normais, só irá piorar a agitação. 
32. Um ambiente propício, bem iluminado, calmo e tranqüilo, bem sinalizado, sem muitas alterações na rotina diária deixam o idoso mais calmo e com melhores condições de lembrar de "seu" lugar, de sua casa. Evitar muitas aglomerações, muitas confusões e muitas festas. 
33. A agitação pode resultar de fome ou sede. Procure supervisionar a alimentação do idoso. 
34. A agitação ser sinal de dor ou de outro desconforto físico. Pergunte ao idoso, com calma e clareza, o que ele está sentindo. Procure em seu corpo algum sinal de problemas de saúde. 
35. Evite tarefas cansativas e difíceis, não dando ao idoso responsabilidade além de suas possibilidades. 
36. Paciência, paciência, muita paciência! 
37. Mesmo com todas estas dicas acima, o idoso ainda pode estar difícil de ser controlado, tornando-se sempre agitado. Este tipo de situação causa um grade estress aos familiares e cuidadores. Converse com o médico do idoso sobre o problema, pois neste caso, junto com todas estas dicas, será necessário o uso de medicamento para controlar a agitação e o comportamento. 

NUTRIÇÃO

A boa alimentação é uma preocupação também constante para a terceira idade, pois por uma série de fatores, que enumeramos a seguir, podem causar deficiências importantes para o organismo já envelhecido. São eles:
- problemas odontológicos: falta dos dentes, próteses velhas e mal-ajustadas, e doença da cavidade oral e das gengivas.
- problemas de deglutição: ou seja, para engolir, com dificuldade para engolir alimentos mais sólidos, devido à patologias da garganta e do esôfago.
- perda ou diminuição do paladar e do olfato (cheiro).
- problemas psico-geriátricos: principalmente, a depressão, a tristeza, o desânimo. a apatia e a solidão.
- uso de muitas medicações, que podem trazer muitos efeitos colaterais e perda de apetite, bem como problemas gástricos, como a azia e a gastrite.
- doença comuns para o idoso, como os problemas cardíacos, os pulmonares, os gástricos, os neurológicos, que trazem também a perda do apetite como conseqüência.
- o poder aquisitivo baixo, diga-se aposentadoria, onde há poucos recursos financeiros para propiciar uma boa e variada alimentação.
- não ter quem prepare as refeições, levando o idoso à preferir alimentos de mais fácil preparo e consumo, na maioria ricos em calorias e açúcar, pobres em vitaminas e proteínas.

Com o idoso com demência o ato de alimentar-se pode ser ainda mais complicado, pois pela confusão mental e pela dificuldade de realizar até as mais simples tarefas, como "fazer seu próprio prato" e levar o garfo à boca, podem gerar stress, cansaço para ele e seus cuidadores. Acresce-se o fato de que com o avanço da doença, o idoso cada vez mais tem dificuldade de mastigação e de deglutição de alimentos sólidos, o que pode provocar engasgos e tosse. Assim, é importante o cuidador observar quando o idoso engasga ou tosse, ao comer, pois poderá estar iniciando um quadro de disfagia (dificuldade de engolir), mais comuns em fases mais tardias da doença de Alzheimer. Isto incorrerá na possibilidade de troca de alimentação sólida para uma alimentação mais pastosa e liqüefeita.
O controle do peso do idoso é importante e deve ser feito mensalmente. Na doença de Alzheimer e nas outras patologias que cursam com demência, nas fases mais avançadas, os idosos podem apresentar perda de peso, lenta e gradual, mesmo com a dieta correta e adequada. Imagine com uma dieta errada e inadequada?
Portanto, todo o processo do ato da alimentação tem que ser bem planejado. À seguir, reunimos algumas dicas importantes e fáceis de aprender e aplicar, para facilitar a boa interação com o idoso:

1- PREPARANDO O ALIMENTO

Não precisamos referir sobre a qualidade e o perigo do preparo, quando este é feito pela própria idosa, no caso a mãe, a tia, a avó, pois antes de iniciar a doença, era quem fazia as refeições ( e que comida gostosa! ). Se é, então, o cuidador quem prepara a comida, sabe das necessidades nutricionais básicas do idoso? Sabe cozinhar bem? Ou come de pensão, de comida à kilo (na moda!)?
Pelo desenho da pirâmide, abaixo, vemos que a base da alimentação serão os cereais, as fibras e as massas, acompanhadas de perto pelas frutas, legumes e verduras. Depois, em menor quantidade, as carnes e os laticínios. E por fim, óleos, gorduras e açúcar.
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2- TIPOS DE ALIMENTAÇÃO

Se o idoso tem bom apetite, não apresenta problemas para engolir, é independente na mesa, e alimenta-se bem e variadamente (carnes, ovos, leite, cereais, legumes, verduras, pães, sucos, frutas...), ótimo! Agora, se é um idoso dependente, que necessita de ajuda para comer, engasga com facilidade, mastiga com dificuldade, então a história muda de rumo. Lembrar sempre que ao instituir dieta pastosa, temos que variá-la ao máximo, para não causar desnutrição, principalmente de proteínas. 
Para tal, o quadro abaixo é uma ótima orientação:

DIETA PASTOSA RICA EM PROTEÍNAS ANIMAIS

MINGAU : enriquecer o leite com frutas liquidificadas ou amassadas, gema de ovo pré-cozida ou geleia de frutas
VITAMINAS : adicionar ao leite, farináceos à base de cereais integrais, com ou sem açúcar, sorvetes em massa, leite em pó.
CARNE : liqüidificador e adicionar em purês.
VEGETAIS FOLHOSOS : adicionar a purês de feculentos.
CEREAIS : preferir feculentos; preparações com milho (polentas, cremes) ou arroz em papa.
LEGUMINOSAS : amassar com garfo ou passar em peneira fina.
SOPAS : tipo cremes, preparadas em molho branco; à base de leguminosas liquidificadas, ou fubá com adição de carnes.
PÃES : de forma sem casca; adicionadas ao leite (papinha); doces ou roscas.
QUEIJOS : cremosos ou em pastas.
SOBREMESAS : pavês, mousses, pudins, flãs, arroz doce, curau, frutas cozidas ou em pasta.
LÍQUIDOS : leite ou iogurtes batidos com farináceos ou frutas; sucos de frutas e legumes com adição de farináceos.
*Borges,V.C.; Silva, M.L.T.; Waitzberg,D.L.; Desnutrição e terapia nutricional na Dç de Alzheimer. Revista Brasileira de Alzheimer. 1997; 01: 09-13.

3- NA MESA:
É importante manter a rotina de horários e local das refeições, de preferência, junto com todos os membros da família. Explique para a família que é mais fácil para o idoso comer com a colher do que com o garfo, mantendo assim a compreensão e o respeito.
Mostrar ao idoso o grande relógio, para que ele veja a hora em letras garrafais, e procure entender que está com fome e que é hora de sentar à mesa.
Procure dar refeições bem variadas, em pequenas porções e de fácil deglutição. Exemplo: 2 colheres de sopa de arroz, 2 de feijão (batido), legumes bem cozidos e picados em pedaços bem pequenos, carne em pedaços bem pequenos. 
Orientar o idoso de que é preciso mastigar bem os alimentos sólidos (carne e arroz), e que pode ser engolido sem problemas o feijão batido, os legumes amassados, o purê...Finalmente, o cuidador deve ter muita paciência e bom humor, para que esta parte de seu trabalho e cuidado, que esta parte do dia, seja boa e prazerosa para o idoso e para toda família.

4- OBSERVAR:
O idoso com demência, muitas vezes, não percebe que o alimento possa estar muito quente ou muito frio, amargo ou azedo, em pouca ou muita quantidade. Assim, é imperativo que o cuidador observe e até prove o que o idoso vai comer, evitando que ele se machuque ou se intoxique. Também a percepção de sede está prejudicada nestes pacientes, fazendo com que fiquem, em alguns casos, com desidratação crônica. Dê líquidos durante o dia todo, varie: água, sucos, chá, refrigerantes...

5- APÓS REFEIÇÕES:
Sempre fazer a higiene oral, escovando os dentes, lavando a prótese dentária, lavando a cavidade oral (boca), para não deixar restos de comida. O uso destas novas preparações de dentrifícios líquidos podem ajudar muito. Se o paciente estiver acamado ou mais debilitado, o uso de água com bicarbonato, embebido em uma gaze e passada com os dedos do cuidador, na cavidade oral, pode também ser muito útil e preventivo. Observar se a prótese dentária está em bom estado de conservação, se não machuca ou se está folgada demais. As visitas periódicas ao dentista, sempre ajudam a prevenir uma série de doenças dos dentes e das gengivas.

ASPECTOS LEGAIS DA DOENÇA DE ALZHEIMER

Não se deve esquecer que mesmo o idoso com demência é um cidadão, e como tal, tem salva-guardados seus direitos e seus deveres, pela nossa constituição e pelos códigos civil e penal. Quando é feito o diagnóstico de provável doença de Alzheimer ou de outro tipo de demência irreversível, deve-se sempre atentar sobre a condição legal do idoso, entendendo que ele pode estar enquadrado em dois pontos fundamentais da lei civil e penal:
" incapacidade civil de gerir bens e pessoas 
" incapacidade penal, com nulidade de penas por quaisquer delitos que venha cometer. 
A incapacidade de gerir bens e pessoas, prevista no Código Civil, no seu artigo quinto, traduz-se em examinar o idoso e informar à toda sociedade que ele, pela doença neurológica incapacitante, não apresenta mais condições de tomar conta de seu próprio patrimônio, de gerir seus negócios e proventos ( pensão ou aposentadoria) ou de ficar responsável por outra pessoa. Isto também o protege contra atos nocivos praticados por outras pessoas, que levariam vantagem em negócios, vendas de patrimônios ou responsabilidades pessoais.
A incapacidade penal, conforme o Código Penal, no seu artigo 26, é constatado a não responsabilidade de seus atos, pela própria doença, o que lhe confere o termo de inimputável, ou seja, não lhe é aplicado pena pelo delito cometido.
Explicando estes dois termos legais, fica a pergunta: o que se pode fazer de prático, para legalizar a situação do idoso com demência, perante a justiça?
Na prática, o que se vê é o uso e o abuso do instrumento da PROCURAÇÃO, ou seja, um documento onde o idoso (com demência), supostamente apresenta condições de gerir bens e pessoas, delega poderes à outra pessoa para decidir sobre assuntos legais, principalmente, de ordem financeira ( receber pagamentos, rendas, aluguéis, pensão e aposentadoria). Perante à lei, qualquer parente, ascendente ou descendente direto, poderá anular o valor legal deste instrumento. 
Para tal, o único caminho legal para buscar os interesses pessoais e patrimoniais do idoso será o caminho da INTERDIÇÃO, Isto é feito através de processo na comarca de justiça da cidade, onde o juiz, após a constatação da incapacidade do idoso, nomeia um CURADOR, estabelecendo assim, a CURATELA, que poderá ser provisória ou definitiva, para cuidar e proteger os interesses do idoso e de sua família, não permitindo que haja má-fé ou malversação na gestão patrimonial. Até mesmo para servir, também, de fonte de renda, no tratamento da própria doença, já que dependendo do estado clínico do idoso, este tratamento pode se tornar caro e dispendioso. 
A Associação Brasileira de Alzheimer vem lutando perante as autoridades governamentais, no sentido de aperfeiçoar este instrumento de interdição e curatela, já que existem inúmeras reclamações de familiares e de seus advogados, devido a morosidade com que o processo se arrasta pela justiça, causando ainda maiores danos aos já ocorridos pela própria doença. 

DECISÕES DIFÍCEIS 

O leitor deve está se perguntando: "Depois de tudo que lemos neste manual, do aspecto familiar que esta doença acarreta, do trabalho e do estress que ela dá, ainda pode-se passar por outras decisões difíceis a serem tomadas, com o idoso em nossa casa?" SIM, e talvez das mais angustiantes! 
Na condução do tratamento da doença de Alzheimer, para muitas famílias não é fácil a decisão sobre a maneira de como se vai cuidar do idoso. Assim, propomos três questões fundamentais, que concorrem em decisões difíceis: 
38. Quem vai cuidar? 
39. Com quem vai ficar? 
40. Institucionalizar ou não? Quando? 
QUEM VAI CUIDAR?
Parece que a escolha do familiar/cuidador é, na maioria das vezes, natural e espontânea. Não é bem assim! Nota-se que, geralmente, a escolha recai sobre a esposa ou esposo (se os tiver), depois sobre a filha, a irmã, a enteada, a sobrinha... Observa-se que as mulheres, principalmente, se já moram na casa do idoso, são as mais escolhidas e solicitadas. Muitas vezes, o familiar/cuidador se oferece e assume o papel de cuidar, sendo, sem dúvida, a melhor pessoa para tal tarefa. 
Porém, a estrutura familiar brasileira, seguindo tendência mundial, está se alterando dramaticamente, de uma família numerosa para o que chamamos de família nuclear - pai, mãe e 1-2 filhos. Suponhamos que a mãe ou o pai morem sozinhos, já idosos e os filhos morando na mesma cidade ou em outra cidade perto. A mãe ou o pai apresentando precárias condições de cuidar do cônjuge enfermo e com demência. seus dois filhos já são casados e têm as suas próprias famílias, seus filhos pequenos ou adolescentes. Percebem a complicação? Como cuidar melhor do pai ou da mãe com Alzheimer? Será que levá-los para dentro de suas casas, sob pena de ver a estrutura de sua família ser penalizada (os netos, a nora ou o genro)? Contratar um cuidador profissional 24 horas por dia? Têm-se condições financeiras?
E quando a família for numerosa: por que a filha solteira, viúva ou divorciada tem que cuidar dos pais? Tem que morar com eles? Soa como obrigatório?
Acreditamos que em inúmeras famílias haja o interesse sincero de todos os filhos e parentes em ajudar. Isto é bom, e todos saem ganhando, principalmente o idoso. Entretanto, em algumas famílias, o que se observa na verdade, é que somente um familiar cuida e ou outros parentes, para que não sejam afetados pela doença e pelo grande trabalho de acarreta, se furtam de cooperar, de colaborar, apresentando as mais variadas desculpas. Assim, a filha, a irmã, a esposa, a sobrinha, a enteada que assume o papel de cuidadora, passa a aceitar esta tarefa como uma imposição , como uma missão intransferível. Este familiar, com isto, para de viver sua própria vida, de ter suas próprias vontades e de ter seu descanso e lazer, ficando cada vez mais cansado e estressado, adoecendo, por fim, junto com o idoso. Não é justo, quando os outros familiares não ajudam!
COM QUEM VAI FICAR?
Semelhante à pergunta anterior, à primeira vista, no entanto é aí que reside o verdadeiro destino do idoso com demência e o futuro de um cuidado de qualidade e efetivo. Se tiver condições financeiras para tal, permanecendo o idoso em sua própria casa, com cuidadores familiares ou profissionais, com supervisão 24 horas por dia, ótimo! 
A casa do idoso reúne vários pontos de referência de toda uma vida, a dele. Seu quarto, sua cama, seus quadros, seu banheiro, sua mesa de refeições, sua janela, seu cheiro do lar: a sua casa! A segurança e a tranqüilidade de reconhecer como seus, a sua casa, é um dos melhores tranqüilizantes que o idoso pode ter.
Se se optar em levar para a casa de algum filho ou parente, e se desfazer da casa, pode ser que ocorra alguns problemas de ajustamento do idoso, em seu novo lar. Ali não haverá muitos pontos de referência, para a sua melhor orientação, piorando assim o seu estado geral e alimentando uma piora da confusão mental. Se os familiares não tiverem outra opção, neste caso o ideal é fazer uma transição mais calma e lenta possível, tentando adaptar o novo ambiente com algo parecido com a antiga casa: o quarto mais parecido possível, os mesmos móveis talvez. Sabe-se que é difícil, mas ajuda muito. A nova família deverá estar a par de todos os problemas que poderão enfrentar coma presença do idoso, e entender a sua difícil adaptação imposta pelas circunstancias. Calma e muita paciência ajudam sempre. Deve-se explicar às crianças e adolescentes o porquê da decisão de trazê-lo, mostrando o lado afetivo e humanitário deste gesto. Esta também é uma decisão difícil de ser tomada pela família! 
Um dos grandes problemas é o da não obrigação dos outros irmãos ou parentes em ajudar, recaindo a carga de trabalho e estresse para a família receptora. Todos devem ajudar de alguma forma!
INSTITUCIONALIZAR OU NÃO? QUANDO?
"COLOCAR MEU PAI OU MINHA MÃE NO ASILO? NUNCA!"
Esta frase (quase uma bravata!) já foi ouvida em diversas rodas de bate-papo, quando, por algum motivo, o assunto era sobre pais de amigos e conhecidos que iam para uma casa de repouso. Principalmente, quando é um familiar que, aparentemente preocupado, pouco ou nada ajuda no cuidado de seus pais. Acha que a irmã ou outro familiar que já está cuidando, tem a obrigação moral de ir até as condições mais extremas, mantendo as aparências que o apoio ao idoso está muito bom.
Quando o familiar/cuidador, que lida diretamente com o idoso, está em condição precária, estressado, não agüentando mais a pressão a que está exposto, pede um "tempo" para descansar e repor energias, talvez seja um momento necessário para a possível institucionalização. Institucionalização significa levar o idoso para uma casa de repouso.
Há casos em que o idoso é muito agitado e agressivo, onde os medicamentos pouco resolvem. A família, por melhor que seja, não consegue mais manter o padrão de cuidado, e todos encontram-se em condições ruins. O que fazer?
No Brasil, observa-se um crescimento, ainda que pequeno, de clínicas geriátricas e casas de repouso. São diversos os motivos deste crescimento: o envelhecimento da população, o número cada vez maior de idosos que moram sozinhos, e que, por motivo de doença ou solidão, preferem morar em instituições para a terceira idade, a dificuldade de morar com os filhos... O que se coloca de fato é o seguinte: onde o idoso, devido às condições do momento, encontraria-se melhor? Em sua casa ou na casa de um familiar , mesmo que mau cuidado, com o cuidador em más condições? Ou em um casa de repouso, com pessoal preparado e treinado para recebê-lo? É também uma decisão difícil!
Nos próximos capítulos, veremos boas dicas de como selecionar um cuidador profissional, para ajudar no cuidado com o idoso com demência. Também, veremos um capítulo de orientação sobre como escolher uma casa de repouso, quando houver necessidade de institucionalização.

COMO AVALIAR CASAS DE REPOUSO PARA IDOSOS 

A escolha de uma casa de repouso ou de uma clínica geriátrica, requer discernimento e atenção , pois será entregue a uma instituição estranha, com pessoas que você nunca viu. o cuidado e a vida de nosso familiar idoso. Quando este momento chegar, seria bom que os familiares responsáveis já terem em mente alguns pré-requisitos, para facilitar esta escolha: qual o tipo de serviço que queremos? É para morar definitivamente? É para cuidados intermediários, isto é, por um período de dias ou semanas? Somente durante uma parte do dia ( manhã ou tarde) ou durante toda a parte do dia e dormir em sua casa ( sistema de creche)? 
Colocaremos, a seguir, algumas dicas fundamentais para uma boa escolha de casa de repouso, onde poderemos deixar o nosso familiar idoso, com tranqüilidade e confiança: 
" A casa de repouso deverá ser registrada nos órgãos competentes, tais como, repartições municipais e secretária de saúde, bem como registro no ministério do trabalho. 
" Procurar referências de outras famílias e de profissionais de saúde sobre o trabalho de determinada casa de repouso. 
" Perguntar aos responsáveis pelo estabelecimento sobre os recursos humanos que dispõem, sobre os profissionais que trabalham ali, sabendo de suas qualificações, qual a relação de números de cuidador e de idosos. Sabe-se que quanto menor o número de cuidadores, pior pode ser o cuidado. 
" Em caso de emergência, qual é o procedimento adotado? Existe médico disponível 24 horas, ou pelo menos de sobreaviso? Há enfermeiros ou cuidadores treinados em primeiro-socorros? Algum bom hospital perto? 
" Pedir ao responsável para ver o regulamento da casa de repouso, avaliando-o minuciosamente. 
" Observar bem as dependências, checando sua limpeza, a boa ventilação e iluminação. Notar se é um local agradável e com bom espaço físico para transitar e para o lazer. Ver se possui alguma área verde ou se é bem localizado, em relação à ambiente agradável e longe de poluição. 
" Suas dependências estão preparadas para receber idosos, possui dispositivos de segurança (corrimão nas escadas, piso emborrachados, boa iluminação, barras laterais nos banheiros)? 
" Possui experiência em receber idosos com demência? Já existe algum idoso morando na instituição, nestas condições? O trabalho deste estabelecimento é enriquecido com profissionais da área de psicologia, enfermagem, nutrição, terapia ocupacional, fisioterapia ou fonoaudiologia? 
" Critério de horário para visitas e de comunicação com os familiares. 
" É bom que a instituição seja perto da casa de um dos filhos ou de parentes.

COMO SELECIONAR (CONTRATAR) UM CUIDADOR PROFISSIONAL 

"As duas filhas de dona Maria do Carmo, uma senhora de 86 anos, portadora da doença de Alzheimer, estão cuidando dela há mais de 06 anos. Ultimamente, além do trabalho normal da casa e do cuidado com a mãe, elas vêm enfrentando alguns problemas de saúde ligados à idade, já que contam com 62 e 65 anos. Uma apresenta osteoporose severa na coluna vertebral e vive tomando remédio para a sua dor nas costas, que nunca cede totalmente. A outra, mais velha, tem problemas com a pressão alta, que não consegue controlar direito, devido ao estress e cansaço por cuidar de sua mãe. Elas nunca tiram férias ou descansam nos finais de semana, e estão em más condições para olhar direito a dona Maria do Carmo. Ao conversar sobre este assunto com o geriatra da mãe, este sugeriu a ajuda de cuidador profissional , que pudesse auxiliá-las no trabalho e as liberassem, um pouco mais, para tratarem direito da saúde e para descansarem melhor. As filhas entenderam o bem que isto podia fazer à elas e, principalmente, à mãe. Saíram à procura de possíveis candidatas à cuidadoras. A dúvida, aqui, então sobreveio: quem contratar? Como avaliar?" 
Selecionar e contratar um(a) cuidador(a) também é uma decisão difícil. Escolher uma pessoa para cuidar de nosso idoso é uma grande responsabilidade. Será uma pessoa que vai entrar na intimidade de nossa casa, vivendo o nosso dia-a-dia, comendo de nossa comida e até dormindo no quarto com o idoso.
Para selecionar o cuidador, devemos ter de antemão alguns pré-requisitos que ele deva preencher. Dentre eles:
" Ter experiências anteriores como cuidador, o que fazia, por quanto tempo ficou emprego e porquê saiu.
" Saber se já cuidou de idoso com demência. Conhece o que é demência? Doença de Alzheimer?
" Ter noção de como lidar com comportamentos inadequados do idoso, de como lidar com a sua agitação.
" Ver a sua disponibilidade para o serviço, do horário para o trabalho.
" Qual o salário pretendido?
" Saber telefones e endereços de empregos prévios, como referência.
" Procurar também referências pessoais, com pessoas idôneas. 
Após fazer a entrevista, não é bom ser apressado e contratar logo à primeira vista. Investigue realmente todas as referências de trabalho e pessoais. Converse com outros membros da família sobre esta contratação. Uma vez contratado, observe um tempo para experiência inicial, vendo se a cuidadora se dá bem com o idoso, se é carinhosa, se dá atenção, se sabe fazer seu ofício como dissera. Logicamente, deverá ser um profissional que deverá gerar confiança de toda a família, tanto no aspecto de cuidar bem do idoso, como saber (experiência) cuidar!
Devemos ter sempre em mente o tipo de cuidado que gostaríamos de dar para o idoso. Isto depende do estado em que a doença se apresenta. Imaginemos um idoso com demência, em fase inicial para intermediária, que ainda tem uma certa independência no seu dia-a-dia, ou seja toma banho sozinho (supervisionado), se alimenta normalmente à mesa com a família, faz seus passeios (acompanhado). Este idoso necessita somente de um cuidador para a supervisão e companhia, nada de muito complicado, cobrindo as ausências da família, por motivo de trabalho ou lazer. Agora, há o idoso que já se encontra em fase mais avançada, requerendo, além da supervisão, cuidados mais efetivos, como: dar o banho, dar alimento direto à boca, andar ajudado, vestir a sua roupa, dar os seus remédios. Este idoso é mais dependente e seu cuidado será de outro nível. O profissional cuidador , neste caso, deverá ser mais experiente. Dependendo da gravidade do quadro, isto é, necessidade de uso de sonda vesical, de enemas e lavagens intestinais, uso de sonda enteral, de hidratação com soro venoso, deverá ser até um profissional ligado à área de enfermagem. Observe também se o idoso aceitou bem cuidado e a presença do cuidador, se há cooperação e empatia entre os dois.
Em relação à idosos com demência, é fundamental que o cuidador sabe o que é esta doença, como lidar os problemas relacionados à ela. Para tal, mesmo que o cuidador já tenha experiência confirmada, o ideal será de fazer uma nova reciclagem de seus conhecimentos, que poderá ser feito através das reuniões da ABRAz de sua cidade. Se não há grupos de suporte e auto-ajuda perto de sua casa, seria bom o familiar empregador adquirir material didático relacionado ao assunto ( livros, internet, revistas...), e estudar junto com o cuidador. 


UM LONGO ADEUS

O tema deste capítulo é bastante polêmico e o deixamos propositadamente para o final. Já não basta tantos problemas relacionados às demências e o autor ainda escreve sobre a morte. Devido à todas características descritas neste site, a doença de Alzheimer, atingindo um de nossos familiares, pode ser uma boa oportunidade para refletir sobre o sentido da vida e da morte. É dito que há somente duas grandes verdades: um dia nascemos, um dia iremos morrer!
Por quê temos tanto medo da morte? 
O modo de vida e a cultura de consumo deste final de século vinte são ricos em exemplos de busca da juventude eterna, do ideal de força e de beleza, da busca de riqueza e da impossível imortalidade. Repele-se o que é fraco, pobre, feio e velho. Repele-se, afinal, o fracasso, a perda e a morte. As prisões estão cheias de pobres, quase não há ricos. Cada vez enchem-se mais de velhos nos asilos. As propagandas de televisão e revistas são feitas com modelos jovens, que aparentam riqueza e são muito bonitos. Para a mídia, o idoso chega a personificar o lado ruim da vida, a aproximação da morte. Em muitas ilustrações, mostra-se a morte como um velhinho encurvado, roupas sujas e rasgadas, barbas brancas e ralas, face de dor e sofrimento, apoiado por uma bengala! 
Quanto temos ainda toda a vida pela frente, criar os filhos, trabalhar e sonhar com novos projetos, a morte nunca é pensada e aceita. Ela é uma intrusa. A doença, o imprevisto, os acidentes quando aparecem, coloca-nos frente a frente com a morte. Como nunca a encaramos devidamente, gera em nós muita ansiedade, muita revolta e muita angústia. Assim, lutamos para viver intensamente, como se isto nos afastasse ainda mais da morte. 
A reflexão sobre a morte, sobre a nossa própria morte e de nossos familiares e amigos pode demonstrar que temos uma boa noção de realidade e de que somo finitos. Com isto, poderemos conviver e aceitar melhor as perdas que a vida irá nos infligir. Como dizem os psicólogos, refletir sobre a morte, procurando entendê-la e aceitá-la, faz bem para nossa saúde mental. Não é errado chorar uma perda, ficar por algum tempo deprimido e triste pelo falecimento de uma pessoa querida. O luto também faz parte de nossas vidas. No início, custamos a acreditar que a vida desta pessoa possa ter acabado, sentimos um vazio muito grande, uma tristeza muito grande, achamos que nunca mais iremos recuperar. Porém, o tempo será um grande amigo e conselheiro, e nossas feridas, aos poucos, irão cicatrizando. Nossa tristeza profunda tornará uma lembrança mais amena e menos sofrida, de uma pessoa que amamos e que, de alguma forma, ainda está conosco. 
Voltando à doença de Alzheimer, sabemos que o idoso vai aos poucos perdendo sua memória, suas referências e suas lembranças. Concluindo, o que se perde, aos poucos, é a sua própria identidade, a sua própria vida. A nossa memória, isto é, tudo aquilo que vivemos e que guardamos na lembrança, é que faz a nossa identidade. É como se este idoso morresse um pouco a cada dia, pois um pouco de sua história foi apagada para sempre. Ele esquece do tempo (que dia é hoje?), dos lugares, dos amigos, dos familiares distantes, dos familiares de casa, até que um dia, ele se olha no espelho e diz: "Quem é esta pessoa? Quem é você?" 
Há uma página na internet que passa esta mensagem de maneira pungente, onde uma filha conta a história de sua mãe com Alzheimer. O título deste site é UM LONGO ADEUS! Esta filha compara a doença de sua mãe como se fosse uma morte bem lenta, que chega bem devagar, que aparece bem sutilmente. Sua tristeza, seu pesar pela perda da mãe é vivida de maneira sofrida, porém mais calma e elaborada. Ela retrata a doença como um luto vivido em vida, sem grandes momentos de desespero, mas um longo adeus à mãe querida! 
Uma lição que podemos tirar deste capítulo, seria a de resgatar o direito do idoso com demência, em seus dias finais, de ficar com a sua família e de ter uma morte mais digna. Explica-se: atualmente, a medicina virou dona da vida e da morte. O hospital, geralmente, é o destino de pessoas que estão em fase terminal de doenças. Tenta-se de qualquer forma afastar a morte, prolongando a vida. Mesmo lutando com uma doença ainda incurável, como Alzheimer, indo até às ultimas conseqüências, parece ser a mentalidade dominante. 
Padre Leocir Pessini, capelão do Hospital das Clínicas de São Paulo diz: "Hoje vemos o deslocamento da morte. Já não se morre mais em casa, em meio aos seus. Morre-se sozinho nos hospitais. Ali, a morte não é mais uma ocasião de cerimônia ritualística, presidida pelo moribundo. A morte é um fenômeno médico, causada pela parada de cuidados, declarada por decisão do médico. Hoje, a iniciativa de como morrer e qual a hora da morte, passou dos familiares para os médicos. São eles os donos da morte, do seu momento e de suas circunstâncias". 
Ele continua dizendo: "É preciso evitar a emoção, tanto no hospital como na sua casa. Só se tem direito à emoção e luto particular, às escondidas. É importante que os amigos, os vizinhos e, principalmente, as crianças não percebam que a morte ocorreu. Não se usam mais sinais de luto, não se usam mais roupas escuras." 
O paciente em fase terminal de doença de Alzheimer, bem como de outras demências, provavelmente pode apresentar como evento final (o que causará diretamente a morte) uma pneumonia, uma infecção generalizada, problema cardíaco ou derrame. Conhecemos vários idosos que, acometidos por problemas cardíacos ou respiratórios graves, foram levados para o hospital (se já não estavam internados) e de lá para a UTI. Imaginemos a cena: seu familiar em fase final de demência, com pneumonia grave, com poucas chances de sobreviver, sendo levado para a UTI. Os médicos colocarão um tubo na garganta do idoso, que será ligado à uma máquina que irá respirar por ele. Irá ser administrado antibióticos ainda mais potentes e caros. Irá ser alimentado por uma sonda gástrica. A urina irá também sair por outra sonda colocada na uretra até à bexiga. Nestas condições, o idoso poderá ficar "vivo" durante dias ou até semanas. Se perguntarmos aos médicos quais as chances de sobrevivência, eles dirão que são remotas, mas que estão fazendo tudo que está ao alcance de suas possibilidades! 
Este paciente certamente irá à óbito sem a presença de sua família, sem o carinho de seus amados. Morrerá como um número (paciente do leito tal), na hora que a medicina "fracassar". Muito triste, não? 
Temos, sim, condições de escolher o que será melhor para nós e para os nossos familiares. O que será mais humano. Um velho ditado sobre o cuidado com o paciente diz que devemos cuidar sempre, curar quando possível e jamais abandonar! Levar o idoso com demência, em fase terminal de doença, para a UTI, certamente irá parecer abandono. Só se prolonga a vida (é vida?), tentando afastar a morte inevitável. Não seria melhor o idoso "descansar"? 
Dissemos que a doença de Alzheimer é uma doença familiar, onde todos os familiares convivem e compartilham o sofrimento de ter seu amado nestas condições. Se a família não é incluída nas decisões de tratamento e na escolha de sua partida, tudo que foi investido em cuidado poderá se perder. Damos uma longo adeus nos anos finais de sua vida, e no momento derradeiro, ficamos ausentes. 
Converse com todos os familiares e com o médico à respeito deste capítulo. Não deixe para a última hora a decisão de como se deve agir nas emergências, na piora da doença. Pense em qual poderia ser a vontade do idoso. Empregar todos os recursos médicos disponíveis para prolongar a vida, ou não usá-los e ter uma morte mais digna ao lado de seus familiares? Há uma grande diferença entre salvar uma vida e não deixar que a morte sobrevenha (fase terminal de doença e de vida). 

Dicas para o Cuidador 
gentilmente cedidas pelo Laboratório NOVARTIS 

1. QUANDO TOMAR BANHO FOR UM PROBLEMA... 
2. A PELE É MUITO FRÁGIL...
3. CUIDAR BEM DA BOCA É SEMPRE NECESSÁRIO!
4. COM QUE ROUPA FICA MAIS FÁCIL EVITAR PROBLEMAS?
5. ALIMENTAÇÃO: MUITO, POUCO, A QUALQUER HORA, O QUE É MELHOR
6. NUTRIÇÃO O QUE SIGNIFICA REALMENTE
7. HIDRATAR ADEQUADAMENTE EVITA MUITOS PROBLEMAS
8. ANDAR SEM PARAR, O QUE É ISSO?
9. ELE ESTÁ VENDO COISAS, O QUE EU FAÇO?
10. ELE ESTÁ ME ACUSANDO DE TÊ-LO ROUBADO...
11. COMO EU O "OBRIGO" A TOMAR O REMÉDIO?
12. PROTEGER O PACIENTE DE SI MESMO, COMO?
13. É UMA CONVULSÃO: SOCORRO!!!
14. ELE ENGASGOU... E AGORA?
15. É PRECISO MANTÊ-LO OCUPADO!
16. O QUE EU FAÇO QUANDO ELE TIRA A ROUPA EM PÚBLICO?
17. ELE GOSTAVA DE VIAJAR, NÃO PODE MAIS?
18. ELE ME BATEU!!
19. ATENÇÃO! DEPRESSÃO É UMA DOENÇA TRATÁVEL!!
20. ELE PERDE URINA NA ROUPA, E AGORA!
21. APARECEU UMA FERIDA, ISSO É GRAVE?
1. QUANDO TOMAR BANHO FOR UM PROBLEMA... 

Tentar identificar a(s) causa(s) da recusa é um bom começo. 
O paciente pode estar com dificuldade para caminhar, ter medo da água, medo de cair, pode estar deprimido; com infecções que geram mal estar, dor, tonturas ou mesmo sentir-se envergonhado por expor seu corpo diante de um cuidador estranho, especialmente se for do sexo oposto.

ADAPTANDO O AMBIENTE
" Todas as adaptações deverão ser feitas mediante o grau de dependência apresentado.
" Mantenha o piso seco e no interior do box utilize tapetes anti-derrapantes (emborrachados) para evitar quedas.
" A colocação de barras de segurança na parede (semelhantes àquelas utilizadas em academias de balet) são de grande ajuda, pois permitem que o paciente se apoie nelas durante o banho, fazendo-o sentir-se mais seguro.
" Se é difícil para ele manter-se em pé por muito tempo, pense que talvez uma cadeira de banho vá auxiliá-lo e permitir maior conforto.

RESPEITE SEUS HÁBITOS
" Os que apresentam dependência leve devem ter seus hábitos de higiene respeitados como: horário do banho, marca de sabonete, shampoo etc. 
" Não há razão para se "obrigar" o paciente a banhar-se pela manhã se é seu hábito fazê-lo à tarde.
" É interessante se criar uma rotina para aqueles que apresentam dependência severa, isto facilita o trabalho do cuidador e cria um hábito para o paciente.
" Mesmo os acamados devem ser levados ao banheiro para que seja realizado o banho de chuveiro, esta é uma ótima oportunidade de mobilização.
" Banhos no leito devem ser evitados, sendo indicados apenas para aqueles pacientes com prescrição de repouso rigoroso no leito.

INDO PARA O BANHEIRO
" Prepare o banheiro previamente e leve para lá todos os objetos necessários à higiene.
" Elimine correntes de ar fechando portas e janelas.
" Separe as roupas pessoais antecipadamente.
" Regule a temperatura da água que deve ser morna.
" Se possível, o paciente deve ser despido no quarto e conduzido ao banheiro protegido por um roupão, neste momento, evite fixar os olhos em seu corpo (isto pode constrangê-lo), observe-o sutilmente.

O BANHO PROPRIAMENTE DITO
" Oriente-o para iniciar o banho e auxilie-o, se necessário.
" Não faça por ele. Estimule, oriente, supervisione, auxilie. Apenas nos estágios mais avançados da doença o cuidador deve assumir a responsabilidade de dar o banho.
" Aproveite a oportunidade para massagear suavemente a sua pele, isto favorece a circulação sangüínea e produz grande conforto.
" Não utilize buchas de banho, lembre-se que a pele é muito sensível e você pode provocar lesões.
" Lave a cabeça no mínimo 3 x por semana, utilize shampoo neutro, observe se há lesões no couro cabeludo. Mantenha se possível, os cabelos curtos.
" Observe se há necessidade de cortar as unhas das mãos e dos pés, em caso positivo, posteriormente, corte-as retas com todo o cuidado especialmente nos pacientes diabéticos.
" Após o banho, seque bem o corpo, principalmente as regiões de genitais, articulares (dobra de joelhos, cotovelos, axilas) e interdigitais (entre os dedos).

2. A PELE É MUITO FRÁGIL...

A pele merece atenção especial e o momento do banho é o mais apropriado para se observar a presença de hematomas (manchas roxas), hiperemia (vermelhidão), pruridos (coceiras), assaduras ou qualquer outro tipo de lesão, as quais se tratadas adequadamente e a tempo evitam complicações e previnem a ocorrência de úlceras por pressão (escaras).

" Manter a higiene da pele é de suma importância, pois trata-se de uma barreira natural de que dispõe o organismo contra infecções, portanto, trabalhe para manter sua integridade.
" Idosos apresentam fragilidade de vasos capilares, que se rompem com facilidade, causando manchas avermelhadas na pele. Aumente a oferta de alimentos ricos em vitamina C, ela melhora a resistência dos vasos capilares.
" Ao segurar o paciente pelos braços ou mãos, não exerça demasiada pressão, lembre-se, a sua pele é frágil, e muitas vezes, rompe-se com uma simples pressão.
" Manter a pele hidratada é de fundamental importância, existem no mercado bons cremes hidratantes, de perfume suave, que umidificam adequadamente, evitando seu ressecamento.
" Mantenha o paciente hidratado, ofereça líquidos à vontade.
" Evite a exposição à luz solar após às 9 horas da manhã(10 horas no horário de verão).
" Pruridos (coceiras) podem ser causados por vestuário confeccionado com tecidos sintéticos, dê preferência às roupas de algodão ou tecidos anti-alérgicos.
" Assaduras podem surgir devido a má higienização ou a longa permanência com fraldas molhadas.
" Após eliminações urinárias ou intestinais, deve-se providenciar uma higiene íntima.
" Pacientes incontinentes devem ter suas fraldas trocadas de 3/3h ou antes se necessário.
" Evite cosméticos com perfume forte, eles costumam produzir alergias.
" Não use talcos, se aspirados inadvertidamente podem produzir alergias respiratórias.
" Evite banhos muito quentes, eles provocam o ressecamento, além de causar queimaduras em peles muito sensíveis.

3. CUIDAR BEM DA BOCA É SEMPRE NECESSÁRIO!

A higiene oral é um hábito saudável e agradável que deve ser mantido ao longo de toda a vida. 
Alterações da mucosa oral, perda de dentes, próteses mal ajustadas, gengivites (inflamação das gengivas), diminuição do fluxo salivar, são fatores que podem ocasionar infecções na cavidade oral. 
" A higiene oral deve ser realizada após cada refeição ou num mínimo de 3 x dia.
" A boca deve ser inspecionada imediatamente após cada refeição, para que dessa forma, possa ser removido todo e qualquer resíduo alimentar.
" Utilizar escovas de dentes de cerdas macias, massageando as gengivas verticalmente com suavidade.
" Pode-se utilizar após cada escovação anti-sépticos orais, mantendo assim um hálito agradável.
" Algumas vezes é muito difícil fazer com que o paciente abra a boca para se fazer a higiene oral. Tente introduzir delicadamente uma espátula entre os dentes e faça um movimento rotatório, caso não seja possível, utilize o próprio dedo indicador envolto em gaze para que seja possível a higienização.

A LÍNGUA
" A língua deve ser massageada com escova macia, para remoção de sujidades.
" Em caso de haver presença de uma crosta branca sobre a língua - saburra - removê-la utilizando uma solução de bicarbonato de sódio, na proporção de 1 colher de café de bicarbonato em 1 copo d'água. Para executar a limpeza da língua, molhar na solução a escova de dentes, ou uma espátula envolvida em gaze, ou mesmo o próprio dedo indicador envolto em gaze e proceder a limpeza. Esta deve ser feita com movimentos suaves, sem esfregar.

O QUE OBSERVAR
" Deve-se observar cuidadosamente a presença de lesões na cavidade oral - manchas brancas, vermelhas, pequenos ferimentos que sangram e não cicatrizam - e neste caso, alertar o médico responsável.

CUIDE BEM DAS PRÓTESES
" Deve-se ter maior atenção para a higiene oral naqueles pacientes que usam próteses dentárias. Estas devem ser retiradas após cada refeição, higienizadas fora da boca, e após limpeza da cavidade oral, recolocadas.
" Pacientes muito confusos, devem ter suas próteses dentárias retiradas à noite, colocadas em solução anti-séptica, e após higienização, recolocadas pela manhã.
" Observar a estabilidade da prótese dentária na boca do paciente, lembrar que com o envelhecimento ocorre perda de massa óssea, fazendo com que as próteses fiquem frouxas e se desestabilizem. É conveniente, neste caso, aconselhar-se com um dentista.
" Observar a presença de cáries ou dentes quebrados que causam dor. Existem equipes de profissionais (dentistas), que atendem no domicílio aqueles pacientes que se encontram impossibilitados de comparecer ao consultório.
" Muitas vezes, a recusa do paciente em alimentar-se ou sua agitação no horário de refeições deve-se ao fato de próteses mal ajustadas ou significar simplesmente uma dor de dentes.

4. COM QUE ROUPA FICA MAIS FÁCIL EVITAR PROBLEMAS?

Manter um vestuário simples e confortável, criando sempre que possível a oportunidade de escolha pelo próprio paciente é de fundamental importância; essa rotina permite a preservação da personalidade elevando a auto estima e a independência.

" Estimular a independência é fundamental.
" As roupas devem ser simples, confeccionadas com tecidos próprios ao clima.
" O paciente pode ter perdido a capacidade de expressar sensações de frio ou calor, dessa forma, nunca esquecer de tirar ou colocar agasalhos, conforme a variação da temperatura.
" O cuidador deve, ao falar com o paciente, colocar-se no seu campo visual, ou seja diante dele, orientando-o calmamente e gesticulando, se necessário.
" Deve-se estimular o ato de vestir-se sozinho, dando instruções com palavras fáceis de serem entendidas.
" Dê a ele a oportunidade de optar pelo tipo de vestuário e as cores que mais lhe agradem. Apenas supervisione, pois pode ser que haja necessidade de auxiliá-lo na combinação de cores.
" Tenha calma e paciência, não o apresse enquanto ele executa sua rotina de vestir-se.
" Para que ele mesmo possa procurar suas roupas, nos armários, cole fotos de peças e ou objetos pessoais na parte externa da gaveta ou guarda-roupas. Isto o ajudará a encontrar rapidamente o que procura.
" Roupas como blusas, camisas ou suéteres, deverão ser preferencialmente abertos na parte da frente, para facilitar a colocação ou retirada.
" Evite roupas com botões, zíperes e presilhas, elas dificultam o trabalho do paciente para abri-los ou fechá-los. De preferência às roupas com elástico ou velcro.
" Nas fases mais avançadas da doença, deve-se dar preferência aos conjuntos do tipo moletom, em função de sua praticidade.
" Pacientes limitados à cadeiras de rodas ou poltronas, o critério para a escolha do vestuário é ainda mais rigoroso. Deve-se optar por roupas confortáveis, largas, especialmente nos quadris.
" O uso de objetos pessoais (acessórios), pode ser mantido, porém, com a evolução da doença, as jóias deverão ser substituídas por bijuterias.
" Na medida do possível, deve-se providenciar um roupão, para que o paciente possa se despir no quarto e, protegido, ser conduzido ao banho.
" Deve-se evitar o uso de chinelos, pois eles facilitam as quedas.
" Todos os tipos de sapatos devem ser providos por solados anti-derrapantes, os mais indicados são aqueles que possuem elástico na parte superior, pois além de serem fáceis de tirar e colocar, evitam que o paciente tropece e caia, caso o cadarço se desamarre.

5. ALIMENTAÇÃO: MUITO, POUCO, A QUALQUER HORA, O QUE É MELHOR

Nem sempre alimentar o portador da doença de Alzheimer é tarefa fácil. Horários regulares, ambiente tranqüilo, especialmente muita calma e paciência, da parte do cuidador, são fatores imprescindíveis para que a alimentação seja bem aceita pelo paciente.

" O paciente deverá estar sentado confortavelmente para receber a alimentação. 
" O ambiente deverá ser calmo, livre de ruídos.
" Jamais ofereça alimentos ao paciente quando este estiver deitado.
" Os pacientes que ainda conservam a independência para alimentar-se sozinhos devem continuar a receber estímulos para esta ação, não importando o tempo que levem para fazê-lo.
" O cuidador nunca deverá criticar ou apressar o paciente durante as refeições. 
" As instruções passadas ao paciente deverão ser claras e o comando suave.
" Para aqueles pacientes que demoram para alimentar-se, o uso de baixelas térmicas, que mantém o alimento aquecido por mais tempo, é bastante útil.
" Independentemente da apresentação da dieta - sólida, pastosa ou líquida - deve-se, sempre que possível, respeitar as preferências do paciente. Uma pessoa que sempre gostou de comer carne, mas que já não consegue deglutir pequenos pedaços, deve ter a carne liqüidificada e servida em consistência de purê. O mesmo artifício deve ser utilizado para os outros alimentos.
" O convívio com a família é de extrema importância. Sempre que possível, deve-se permitir que o paciente alimente-se em companhia de seus familiares.
" A vida social deve ser mantida enquanto possível. Se era hábito do paciente almoçar fora, os restaurantes devem ser selecionados e a opção por um local tranqüilo é a ideal.
" Os utensílios utilizados durante a refeição devem ser preferencialmente lisos e claros. As estampas - de pratos, por exemplo - podem distrai-lo e reduzir sua concentração naquilo que lhe é explicado no momento (mastigação e deglutição).
" Aqueles que apresentam dependência severa devem ser alimentados com colheres, em lugar de garfos.
" Os alimentos crus e secos devem ser evitados, pois o perigo de engasgamento é maior.
" Doces e salgados serão permitidos, desde que não haja restrição médica. Os temperos devem ser suaves e os molhos picantes evitados.
" Caso haja engasgamento, mantenha a calma, coloque-se imediatamente atrás do paciente e abraçando-o com as duas mãos juntas, comprima o abdome, fazendo pressão sobre o diafragma.
" Após cada refeição, a higiene oral é indispensável e deve ser realizada uma inspeção cuidadosa da boca, a fim de que possa ser removido todo e qualquer resíduo alimentar.

6. NUTRIÇÃO O QUE SIGNIFICA REALMENTE

Nutrição não deve ser confundida com alimentação, na maioria dos casos as pessoas bem alimentadas estão mal nutridas. 
Os idosos podem necessitar de uma maior oferta de proteínas (carnes brancas, como peixes e aves; carnes vermelhas, desde que sem gordura; leite desnatado; queijo fresco etc.); além de carboidratos (açúcares, massas) e reguladores, fontes de vitaminas e minerais (vegetais, frutas e legumes). 
No entanto, a nutrição adequada a cada paciente deve ser orientada por profissional competente, uma nutricionista. 

" Lembrar que o suprimento das necessidades nutricionais é um fator que deve ser analisado clinicamente, considerando-se hábitos e gasto energético individuais, sendo que esses fatores variam de indivíduo a indivíduo.
" As refeições devem conter pelo menos um alimento de cada grupo, a saber: construtores (proteínas), energéticos (carboidratos) e reguladores (frutas, legumes e vegetais).
" É importante analisar hábitos antigos do paciente e mantê-los, desde que não haja prejuízo nutricional para ele.
" Alguns pacientes mudam seus hábitos alimentares com a evolução da doença, dando preferência a pequenos lanchinhos ou guloseimas que alimentam, porém não nutrem. Tente incrementar estes lanches garantindo que ele receba quantidades adequadas de proteínas, carboidratos e reguladores.
" É importante chamar a atenção do cuidador para que as informações de como nutrir o paciente deve advir de profissionais capacitados (nutricionista), que após avaliação terão condições de prescrever uma dieta adequada a cada paciente individualmente.
" Rotineiramente o paciente deve (sob orientação médica), realizar exames laboratoriais para que seja analisado seu estado nutricional. A freqüência destes exames irá variar de acordo com o quadro clínico apresentado.
" A presença de edemas (inchaços) pode, em alguns casos, significar desnutrição. É conveniente consultar um médico.
" Atenção para perda de apetite, que pode estar relacionada a várias causas que devem ser investigadas e tratadas. Lesões da boca, infecções, doenças crônicas ou refeições que não estejam do agrado do paciente são alguns exemplos.
" Deve-se aumentar a oferta de nutrientes como proteínas, vitaminas e minerais, quando em presença de infecções, permitindo assim, uma reabilitação precoce.
" O controle do peso corporal deve ser feito mensalmente, alterações súbitas (ganho ou perda ponderal), merecem investigação clínica.

7. HIDRATAR ADEQUADAMENTE EVITA MUITOS PROBLEMAS

Queixas de hipotensão (pressão baixa), acúmulo de secreções bronco-pulmonares (catarro), obstipação intestinal (prisão de ventre), são algumas das complicações que na maioria das vezes estão relacionadas a quadros de desidratação, que nos pacientes idosos pode dar origem a complicações clínicas sérias e de difícil manejo.

" Oferecer líquidos é de extrema importância, não se deve esquecer que eles colaboram para o equilíbrio de todos os sistemas orgânicos.
" Deve-se oferecer uma quantidade de líquidos equivalente a 2 litros por dia, na forma de água, chás, sucos, vitaminas etc.
" O volume indicado deve ser fracionado em pequenas doses que ao fim do dia devem somar 2000ml. 
" Deve-se garantir que a quantidade de líquidos ingerida seja mais ou menos igual às perdas (urina, suor, lágrimas, saliva).
" Oferecer copos cheios de água causam uma sensação de plenitude gástrica desconfortável para o paciente, ofereça pequenas quantidades, várias vezes ao dia.
" Lembrar que a maioria dos idosos ingere pouca quantidade de água pura. Colocar sabor na água como os sucos, refrescos etc. é uma estratégia eficaz.
" A ingestão adequada de líquidos também é de extrema importância para a manutenção do adequado turgor cutâneo (elasticidade da pele), melhorando conseqüentemente a resistência da pele.
" Pacientes diabéticos devem receber líquidos adoçados artificialmente.
" Aqueles que possuem restrição de líquidos prescrita por médico devem respeitá-la com rigor.
" Idosos acumulam facilmente secreções bronco-pulmonares, a oferta adequada de líquidos possibilita uma expectoração mais rápida, prevenindo infecções.
" Nas fases mais avançadas, devem ser servidos sucos espessos - como vitaminas, ou engrossados com gelatina, por exemplo - eles reduzem os riscos de engasgamentos.
" Jamais ofereça líquidos com o paciente deitado, este deve estar em posição sentada ou recostada em travesseiros. Esta medida reduz o risco de aspirações e otites (dor de ouvido).
" Atenção! Quedas de pressão arterial, diurese concentrada (urina escura) e baixo débito urinário (pouco volume de urina) podem estar associados à baixa ingestão de líquidos.
" A obstipação intestinal (intestino preso) é outra queixa comum que também pode estar associada a baixa ingestão de líquidos, imobilidade e dieta inadequada.
" Lembre-se de que o coração (assim como uma bomba d'água) necessita de volume para trabalhar adequadamente. A falta de líquidos pode trazer conseqüências graves para o paciente.
" Pacientes que apresentam dificuldade para digerir alimentos (disfagia) devem receber alimentação específica, orientadas por profissionais especializados (fonoaudiólogos e nutricionistas).
" Em determinados momentos da evolução da doença pode haver necessidade da colocação de sondas para alimentação e especialmente para hidratação.

8. ANDAR SEM PARAR, O QUE É ISSO?

Trata-se de um estado de inquietude que faz com que o paciente ande de um lado para outro, sem demonstrar sinais de cansaço. Fenômeno conhecido por vagância ou perambulação. É uma alteração de comportamento que também pode estar relacionada a quadros infecciosos e desidratação. 
A principal preocupação evidentemente está em trabalhar para o reconhecimento das possíveis causas da vagância, além de manter a segurança pessoal/ambiental.

" A perambulação pode ocorrer a qualquer momento (dificilmente no início da doença), alguns pacientes não a apresentam, isto porque não existe um padrão de evolução igual para todos eles. O cuidador deve pensar, portanto, em formas de minimizar os riscos e perigos que a perambulação pode oferecer (quedas, fugas).
" Familiares próximos, comerciantes, amigos, vizinhos, devem ser comunicados quando o paciente apresentar este fenômeno. Eles devem ser orientados que, caso o paciente seja encontrado vagando pelas ruas, devem aproximar-se calmamente e tranqüilizado-o, conduzi-lo para casa.
" A dieta que o paciente recebe deve ser equilibrada com uma oferta maior de carboidratos, pois o seu consumo de energia é maior. Esta é um dos fatores que pode explicar a perda de peso.
" A desorientação têmporo-espacial (incapacidade para reconhecer dias e noites e o local onde se encontra) também pode explicar a inquietação motora demonstrada pelo paciente.
" Infecções, reações adversas a alguns medicamentos, dores, fecalomas (fezes em consistência de pedra), devem ser descartados por um médico. Às vezes a presença de um inseto nas roupas ou qualquer outra sensação de desconforto, pode causar inquietude motora, fazendo o paciente vagar.
" Alterações de sono também são responsáveis pela perambulação. Deve-se evitar que o paciente durma durante o dia. Lembrar que idosos tem menor necessidade de sono.
" Pacientes que apresentam perambulação noturna (caminham à noite), não devem dormir de meias, o risco de escorregar e cair é muito alto.
" Mantenha o paciente ocupado durante o dia, atividades e exercícios físicos adaptados as suas limitações (se houverem) devem fazer parte de sua rotina.
" Caminhadas, atividades domésticas simples, serão de grande valor, e embora ele (a) muitas vezes não consiga terminar uma atividade, gasta energia e possivelmente terá um sono mais tranqüilo.
" Medidas de segurança devem ser adotadas, mesmo para aqueles pacientes que nunca tenham se perdido; ele deve ser observado sutilmente, identificado com uma pulseira, medalha ou até mesmo na parte interna da etiqueta do vestuário com nome, endereço e se possível dados médicos.
" Todos os riscos devem ser avalizados pelo cuidador. Assim, portas, janelas, poços, piscinas, escadas, sacadas, devem ser supervisionadas rotineiramente com a finalidade de manter a segurança do paciente que vaga.
" Os arredores da casa também devem ser analisados, ruas com tráfego intenso oferecem grande perigo.
" Travas colocadas na parte alta ou baixa da porta mantém a casa segura e dificilmente são percebidas pelo paciente.
" Se houver quintal, este deve ser protegido por cercas altas e firmes ao redor.
" Vãos abertos em escadas devem ser fechados.
" As chaves do carro devem ser guardadas em local seguro, longe do alcance do paciente. Muitos já foram encontrados após horas, perdidos, dirigindo inclusive carros de outras pessoas.
" Pense que talvez retirar uma ou outra peça do carro, impedindo com isso que ele funcione, pode ser uma boa solução alternativa.
" Caso o paciente saia e se perca, é conveniente iniciar a procura em locais que habitualmente ele freqüentava, familiares a ele.
" Lembre-se o paciente não pode sentir-se perseguido pelo cuidador, observe-o e supervisione suas atividades com sutileza.

9. ELE ESTÁ VENDO COISAS, O QUE EU FAÇO?

Algumas pessoas podem apresentar alucinações visuais ou auditivas, quando apresentam a falsa impressão - sem que haja um estímulo externo - de estar vendo ou ouvindo coisas que outras pessoas não vêem ou ouvem, respectivamente. 
Esta alteração de comportamento provoca grande transtorno no seio familiar, especialmente porque, a maioria das pessoas não estão preparadas para administrar bem esta situação.

" Esta é uma situação muito especial e requer calma e paciência para trazer o paciente de volta à realidade, sem grandes traumas.
" São várias as causas que geram crises de alucinação e o paciente deve passar por uma avaliação médica para determiná-las com segurança.
" Deve-se estar atento à presença de doenças do sistema urinário, infecções, dependência de álcool, reações adversas às medicações utilizadas, desidratação, dores severas e presença de fecaloma (fezes em consistência de pedra).
" O cuidador deverá estar atento às reações colaterais dos medicamentos utilizados pelo paciente (efeito que ocorre simultaneamente ao desejado, nem sempre confortável para o paciente). Em presença de qualquer reação adversa (efeito indesejado e não esperado apresentado pelo paciente), como mudanças comportamentais, tremores etc. o médico deve ser avisado imediatamente.
" Com o avançar da idade, a diminuição das acuidades visual e auditiva pode ser um fator desencadeante de alucinação. É importante que o paciente visite regularmente seu médico para avaliação dessas funções e possível encaminhamento à especialistas em oftalmologia e fonoaudiologia.
" Não se deve discutir com o paciente aquilo que ele diz ver ou ouvir, tampouco entrar na alucinação concordando com aquilo que ele vê ou ouve. Frases como: "sei que você viu, mas eu não vi", costumam acalmar e transmitem confiança.
" Tente conduzir o paciente para outro lugar da casa, convidando-o a passar por áreas mais claras, quando a alucinação acontece.
" Busque atividades interessantes que o agradem e distraiam, observe fotos de paisagens bonitas, álbuns de família. Estes são alguns exemplos que ajudam a reduzir alucinações.
" Tente trabalhar sempre na tentativa de trazer o paciente à realidade. Observe quais ruídos, objetos etc. são responsáveis pela alucinação e providencie para que sejam removidos.
" Cortinas, papéis de parede ou louças estampadas costumam gerar crises, nesse caso, é conveniente substitui-los por padronagens lisas e claras.
" Sombras na janela, podem ser provocadas por vegetação (folhas de árvores que balançam ao vento), e neste caso, devem ser podadas.
" Evite espelhos, em algum momento da evolução da doença eles podem desencadear uma crise alucinatória, quando por exemplo o paciente perder a capacidade de reconhecer sua própria imagem refletida. Cobri-los ou removê-los é o ideal.
" Saiba respeitar uma crise de alucinação, que para o paciente é bastante real, com palavras calmas, tom de voz suave e o toque carinhoso, traga-o de volta à realidade, transmitindo-lhe confiança

10. ELE ESTÁ ME ACUSANDO DE TÊ-LO ROUBADO...

Trata-se da falsa crença que o paciente apresenta de estar sendo roubado, perseguido por pessoas estranhas ou membros da própria família. Alteração conhecida por delírio. Acredita que não está em sua casa e freqüentemente pede para ir embora, desconhece as pessoas que com ele convive dizendo que há estranhos em casa.

" Todas as alterações de comportamento apresentadas na doença de Alzheimer são responsáveis por grande transtorno familiar, gerado pela "sensação" de incapacidade que o cuidador sente em manejar adequadamente os pacientes que as apresentam.
" É extremamente importante que o cuidador tenha consciência de que o paciente não sabe o que está fazendo. Agir com calma, paciência e carinho diante de delírios.
" Tranqüilize-o caminhando pela casa para mostrar-lhe que não há ninguém estranho.
" Mantenha objetos familiares a ele espalhados pela casa, para que dessa forma ele não se sinta em ambiente estranho.
" Não responda às acusações, lembre-se, ele não sabe o que faz.
" Se ele não confia mais em quem sempre administrou suas economias, não se magoe, entregue esta função a outra pessoa de confiança.
" Quando ele solicita a todo momento que quer ir embora para casa, leve-o a dar uma volta e retorne dizendo: Pronto...! chegamos em casa. Este é um artifício bastante eficaz. No entanto, saia de casa acompanhado por mais uma pessoa, no momento em que ele estiver calmo.
" É muito comum que ao desconhecer um rosto conhecido e amigo, ele o confunda com um agressor de um assalto que nunca existiu. Entenda que este é um delírio e que por mais que ele o ofenda você deve tentar acalmá-lo com carinho. O que para você é um delírio, para ele é uma realidade.
" Use e abuse do toque suave, do abraço e dê todo o amor e respeito que o paciente precisa e merece. As situações motivadas pelo delírio devem ser tratadas com delicadeza e seriedade.

11. COMO EU O "OBRIGO" A TOMAR O REMÉDIO?

Alguns pacientes recusam-se a tomar as medicações prescritas, outros querem medicar-se a todo momento. É importante reconhecer que medicamentos e doses só devem ser administrados se prescritos por um médico.

" Sempre que o paciente necessitar ser medicado, deve-se consultar um médico.
" Nunca dê remédios (por mais "inofensivos" que possam parecer) ou receitas caseiras para gripe, obstipação intestinal, hipertensão etc., sem que seu médico esteja ciente. É comum a ocorrência de problemas sérios após o uso de medicamentos ditos "inofensivos".
" Informe todos os médicos envolvidos com o paciente com respeito às drogas utilizadas por ele.
" Reações adversas podem ocorrer: agitação, alucinação, prostração, dores abdominais, náuseas, vômitos etc., neste caso o médico responsável deve ser avisado imediatamente.
" Pacientes que fazem de uso de medicação digitálica devem ter seus batimentos cardíacos contados antes da medicação, pulsações abaixo de 60 batimentos/minuto devem ser comunicadas ao médico.
" As medicações hipotensoras (para pressão alta) exigem controle da pressão arterial antes de serem ministradas, naqueles pacientes que apresentam variações da pressão.
" Caso haja uma queda súbita da pressão arterial, contate o médico e mantenha o paciente no leito com os membros inferiores elevados, sem travesseiros. Oferecendo líquidos à vontade.
" O cuidador jamais deverá mudar doses e horários das medicações sem consultar o médico anteriormente.
" Nunca repartir medicamentos com outros cuidadores ou pacientes, lembre-se que uma mesma droga pode ter efeito benéfico em um paciente e produzir efeitos nocivos em outro.
" Mantenha em seu poder uma lista atualizada dos medicamentos que estão sendo utilizados pelo paciente, contendo nome da medicação, dose, horário e data do início do tratamento. Estes dados poderão ser úteis em casos de reações adversas ou superdosagem.
" Procure saber com antecedência quais farmácias mais próximas estarão de plantão nos finais de semana, feriados e/ou plantão 24h.
" Mantenha sempre à mão o número de telefone do médico, hospitais e prontos-socorros para eventuais atendimentos de emergência.
" Claramente, o cuidador deve informar ao paciente o tipo de medicamento que ele está usando e porquê. Esta medida é muito eficiente especialmente nas fases iniciais da doença e fará com que o paciente aceite a medicação com maior facilidade.
" Caso o paciente não aceite a medicação, porque tem dificuldade para engolir ou cospe os comprimidos, estes devem ser triturados e misturados aos alimentos ou ao suco.
" Se a absorção do medicamento for no estômago e produzir intolerância gástrica (azia, náuseas, vômitos, plenitude), o médico deve ser comunicado para, se for o caso, interromper a terapêutica, substituir a apresentação (de comprimido para líquido ou injetável) ou ainda prescrever um protetor gástrico, simultaneamente.
" Supervisionar doses e horários das medicações prescritas é dever do cuidador, que não deve esperar que o paciente as tome por si só. Haverá um momento em que a responsabilidade pela administração das drogas ficará inteiramente a cargo do cuidador.
" Armários que contenham medicamentos deverão ser mantidos fechados à chave, e estas guardadas em local inacessível ao paciente.
" O paciente nunca deverá ficar sozinho com medicamentos ao seu alcance.
" Ao administrar a medicação, o cuidador deverá ter certeza de que o paciente engoliu, pois caso ele não o tenho feito, além de não estar medicado, se cuspiu, crianças e/ou animais domésticos poderão acidentalmente ingeri-los.
" Qualquer suspeita de superdosagem de medicamentos ou ingestão de produtos tóxicos deve ser comunicada ao médico antes de se provocar vômitos ou realizar qualquer tipo de procedimento.
" Em situações de emergência, quando não é possível o contato com o médico do paciente, este deve ser levado imediatamente ao pronto socorro mais próximo.

12. PROTEGER O PACIENTE DE SI MESMO, COMO?

Pacientes confusos, vagantes, com limitações motoras, desorientados no tempo e no espaço, necessitam de supervisão constante e algumas medidas, que previnam a ocorrência de acidentes, tanto domésticos quanto em ambientes externos devem ser adotadas. 
Dessa forma pensar em adaptar o ambiente tornando-o mais seguro e é de suma importância.

" Adotar medidas preventivas ainda é a maneira mais eficaz de se promover a segurança do paciente portador da doença de Alzheimer.
" É importante enfatizar que todos os cuidados preventivos estão intimamente relacionados com a adaptação ambiental.
" Inicialmente analise cada compartimento da casa, a fim de eliminar riscos potenciais de acidentes. 
" A cozinha e o banheiro são freqüentemente os dois ambientes mais perigosos para o portador da doença de Alzheimer.
" Embora as adaptações sejam necessárias, não devem descaracterizar totalmente o ambiente familiar ao paciente e pelo qual ele tem apreço. Assim, móveis e objetos familiares a ele devem ser mantidos no mesmo lugar.
" Todos os objetos perigosos devem ser removidos, genericamente: os pontiagudos, cortantes, quebráveis ou pesados (faqueiro, martelo), pequenos objetos como alfinetes, botões, agulhas, moedas (que podem ser engolidos), devem ser guardados em local seguro.
" Objetos como eletrodomésticos, louças, facas devem ser guardados em local seguro.
" Estimule-o a ajudar com tarefas simples que não ofereçam perigo.
" Nunca permita que o paciente execute atividade na cozinha quando estiver sozinho. Pense que ele pode não se recordar de como manipular eletrodomésticos com segurança.
" Uma dona de casa que não mais consegue ligar uma batedeira de bolo deve ser estimulada da seguinte forma: "Tenho uma nova receita que gostaria que você fizesse, no entanto o 'segredo' para que ele fique gostoso é que deverá ser batido à mão".
" Não permita que o paciente aproxime-se de panelas contendo alimentos quentes, chama do fogão.
" Mantenha o gás desligado.
" Atenção com a porta da cozinha se ela se comunicar com o exterior da casa, mantenha-a fechada.
" Mantenha produtos de limpeza, desinfetantes, detergentes ou inflamáveis como álcool em armários, que devem permanecer fechados.
" Mantenha fósforos e acendedores em local inacessível ao paciente.
" A geladeira deve ser mantida limpa e fechada. Lembrar que a maioria dos pacientes mantém uma dieta alimentar (como os hipertensos e diabéticos) que deve ser respeitada.
" Gavetas na cozinha que acondicionam objetos pesados (faqueiros, por exemplo), devem ser colocadas na parte inferior do armário para evitar acidentes, caso haja o desencaixe. É extremamente comum pacientes sofrerem traumas (cortes, fraturas), após abrirem esse tipo de gaveta que (sem travas), caem aos pés gerando o acidente.
" O piso da cozinha deve ser preferencialmente antiderrapante. Nunca o encere, o risco de quedas com conseqüente fratura é muito alto.
" Os banheiros geralmente apresentam pisos lisos e escorregadios, deve-se providenciar tapetes antiderrapantes (emborrachados) para evitar quedas.
" Se possível, deve-se colocar barras de segurança na parede do interior do box e ao lado do vaso sanitário, elas permitem que o paciente se apoie e sinta-se seguro e ainda evitam que ele se apoie em suportes falsos, como os de toalhas, cortinas, a pia.
" Retire do armário do banheiros todos os medicamentos, lâminas de barbear, soluções etc. Mantenha apenas os objetos pessoais de higienização.
" As tomadas devem ser especiais, cobertas por tampas.
" Luminárias devem ser colocadas no alto, grandes lustres devem ser evitados. Fios e extensões mantidos fora da área de circulação.
" Fechaduras devem possibilitar a abertura da porta pelos dois lados, pois auxiliam o cuidador caso o paciente tranque-se e não consiga abrir a porta.
" As janelas nunca devem permanecer abertas, quando o paciente estiver só. Deve-se avaliar a necessidade de colocação de telas ou grades, especialmente nos casos de o paciente residir em apartamentos.
" Mesas de centro, móveis com vidros e saliências pontiagudas devem ser removidos, quando constituem obstáculo à passagem.
" Tacos soltos devem ser colados.
" Tapetes soltos devem ser removidos, pois facilitam as quedas.
" Pisos com desenhos podem desorientar, desequilibrar e gerar crises de alucinação e quedas. 
" Os lugares por onde o paciente circula devem ter preferencialmente pisos antiderrapantes, lisos (sem estampados), sem tapetes soltos, livres de objetos que possam confundir e ocasionar quedas.
" Os sofás, poltronas ou cadeiras devem ser envolvidos cuidadosamente. Devem ser firmes, fortes, com antebraços que permitam o apoio para o ato de sentar e levantar, devem ainda ser revestidos de material impermeável e lavável, principalmente nos casos de pacientes incontinentes.
" As paredes devem ser pintadas em tom pastel, não é aconselhável o uso de papéis de parede estampados e com desenhos, pois podem gerar crises e alucinação e agitação.
" As portas devem ser mantidas fechadas e todas as chaves (com cópias) em poder do cuidador, ou em local seguro inacessível ao paciente.
" O paciente nunca deve ficar totalmente no escuro, instalar luz de vigília - pequena luz que ligada à tomada, produz iluminação suficiente.
" A cama convencional e baixa é indicada nas fases iniciais da doença, deve-se sempre, no entanto, avaliar a necessidade de colocação de grades laterais.
" Os pacientes agitados devem ter sua cama encostada em uma das paredes e possuir grade lateral.
" As camas hospitalares com grades laterais e providas de colchão "casca de ovo" são indicadas para pacientes de alta dependência.
" A iluminação natural é ideal. Deve-se manter os ambientes claros e arejados.
" Caso haja escadas, estas devem ser bem iluminadas e contar com corrimão de ambos os lados.
" Distraia-o para que ele não suba e desça escadas desnecessariamente.
" Os passeios externos devem ser incentivados, porém estarão subordinados ao grau de dependência apresentado. 
" Em qualquer fase da doença o paciente jamais deverá permanecer desacompanhado fora de casa.
" Passeios de carro podem ser agradáveis, providencie para que haja travas nas portas, que impeçam que elas abram por dentro. Acomode o paciente preferencialmente com um acompanhante na parte traseira do automóvel, com cinto de segurança.

13. É UMA CONVULSÃO: SOCORRO!!!

Alguns pacientes podem apresentar convulsões, que geralmente ocorrem nas fases mais tardias da doença, isto no entanto, não impede que elas possam acontecer precocemente. O cuidador deve estar preparado para esta ocorrência que, via de regra, assusta enormemente, dando a impressão que o paciente pode morrer.

" Em primeiro lugar, mantenha a calma.
" Posicione o paciente no leito ou mesmo no chão se ele caiu, com a cabeça lateralizada.
" Evite colocar a mão em sua boca para puxar a língua, no máximo coloque um objeto cilíndrico (como uma caneta) entre os dentes, para evitar que ele se machuque mordendo a própria língua.
" Desabotoe golas e colarinhos, mantenha as vestes frouxas e confortáveis.
" Mantenha o ambiente arejado.
" Proteja-o de quedas, fique ao seu lado.
" Caso seja a primeira vez que isso ocorre, contate imediatamente o médico responsável.
" Se o paciente já usa medicação anticonvulsiva e, ainda assim, está apresentando convulsões, contate o médico, para que haja um ajuste na medicação prescrita.
" Fique calmo, dificilmente o paciente morre durante uma convulsão.
" Não alimente pacientes convulsivos com grandes quantidades de alimentos, pois, caso ele apresente uma convulsão com o estômago cheio, o risco de aspirações é muito maior.
" Fracione sua dieta, ofereça várias vezes ao dia pequenas quantidades de alimentos.
" É da maior importância, que a segurança do paciente seja mantida durante uma crise convulsiva, que pode ser do tipo tônica (quando o paciente apresenta o corpo contraído), clônica (quando o paciente apresenta "pulos", como se estivesse exposto a um choque elétrico) ou mista, do tipo tônico-clônica. 
" Pense que as quedas são bastante comuns durante uma crise convulsiva, no momento em que o paciente se "bate". Essas quedas, freqüentemente trazem conseqüências ruins para ele, como as fraturas ou traumas cranianos, por exemplo.

14. ELE ENGASGOU... E AGORA?

" Engasgos são muito freqüentes nos portadores da doença de Alzheimer, nas fases mais avançadas o cuidador deve permanecer atento para esta ocorrência.
" Evite alimentos secos, como biscoitos tipo "sequilhos", que embora sejam macios constituem-se grande perigo.
" Pense que a peristalse (movimento de contração do esôfago que "empurra" o alimento para a frente) encontra-se diminuída e, neste caso, o paciente sente que o alimento está parado na garganta.
" Quando perceber que ele está engasgando facilmente, consulte um profissional capacitado - fonoaudiólogo - para que seja analisado o grau de comprometimento apresentado na deglutição e receber orientações sobre a apresentação (consistência) da dieta.
" Genericamente, pode-se mudar a consistência da dieta de sólida para pastosa, o que diminui o risco de engasgamentos.
" Separe cada alimento e passe-o por peneira fina ou triture-o em liqüidificador, apesar da dependência, permita que o paciente sinta o sabor de cada um deles.
" Em situações de engasgos, não dê tapas nas costas, levante os braços do paciente, ou dê água. 
" Posicione-se imediatamente por trás dele, abraçando-o cruze as mãos, mantenha sua cabeça inclinada para frente e comprima o diafragma.
" Dê preferência aos líquidos engrossados, eles minimizam o risco de engasgamentos.
" Frutas devem ser oferecidas em forma de purê.
" Gelatinas são sobremesas saborosas e apresentam boa consistência, podendo ser usadas como engrossantes para líquidos finos.

15. É PRECISO MANTÊ-LO OCUPADO!

Manter atividades é extremamente importante, porém deve-se levar em consideração as preferências anteriores do paciente na tentativa de mantê-las por maior tempo possível. Ouvir o aconselhamento de profissionais capacitados em manter as atividades é bastante útil, dessa forma, a ajuda de um fisioterapeuta e de um terapeuta ocupacional proporcionará adequada manutenção das atividades exercidas pelo paciente, respeitando-se o grau de dependência apresentado.

" Todas as atividades devem estar subordinadas às habilidades e limitações atuais do paciente.
" Observe e considere as preferências do paciente, desde que elas não representem perigo para ele.
" Crianças costumam alegras pessoas idosas. Planeje atividades que envolvam pacientes e crianças, porém, lembre-se, elas devem ser supervisionadas. Considere que um simples choro de criança pode assustá-lo e precipitar crises de agitação e agressividade.
" Quando possível, convide-o às compras ou leve-o a passear por um centro comercial. Esta atividade distrai e permite o exercício físico, tão necessário a ele.
" Se possível, busque aconselhamento com profissionais capacitados (terapeuta ocupacional), que certamente terão condições de avaliar e indicar quais atividades poderão ser executadas pelo paciente, segundo as limitações físicas e/ou mentais apresentadas.
" O paciente deve receber orientação de como realizar uma determinada atividades todas às vezes que for executá-la. Lembre-se que provavelmente você terá que terminá-la por ele.
" Atividades domésticas simples, como varrer, tirar o pó, devem ser encorajadas, pois irão gerar, no paciente, um sentimento agradável de participação e utilidade. No entanto, você deve supervisionar estas atividades.
" As habilidades devem ser analisadas, individualmente. A falta de interesse demonstrada pelo paciente pode simplesmente significar que ele não consegue realizar o tipo de atividade oferecida.
" As atividades sociais fora de casa devem ser selecionadas, amigos ou parentes que o acompanham devem ter plena consciência de suas limitações, para que possam agir transmitindo calma e segurança.
" O cuidador deverá ser bastante criativo e observador para adaptar e talvez substituir atividades que outrora eram realizadas com perfeição, mas que agora já não são mais possíveis.
" As atividades profissionais (desde que possível) devem ser incentivadas e o paciente observado sutilmente, ainda que seja preciso que outra pessoa, em um segundo momento, refaça a tarefa executada por ele.
" As atividades domésticas deverão contar com uma supervisão adequada, especialmente aquelas executadas na cozinha. Utilize estratégias como: "Hoje trouxe-lhe uma receita deliciosa de bolo, no entanto, o segredo é batê-lo à mão", evitando com isso prováveis acidentes com eletrodomésticos.

16. O QUE EU FAÇO QUANDO ELE TIRA A ROUPA EM PÚBLICO?

Comportamentos inadequados em público ou abordagens inconvenientes a cuidadores ou cônjuges são ocorrências extremamente comuns, saber lidar com alterações de comportamento que envolvam a sexualidade é delicado e exige muita calma e discrição.

" Deve-se encarar racionalmente e com naturalidade os comportamentos inadequados apresentados pelo paciente. Se estas ocorrências forem constantes e constrangedoras, deve-se consultar um médico e com ele discutir o comportamento apresentado pelo paciente.
" Muitas vezes, a carência de afeto leva a distúrbios comportamentais. Ofereça amor, carinho e compreensão. A sua presença e o toque suave diminuem a ocorrência desses distúrbios.
" Às vezes cuidadores são abordados pelo paciente com insinuações inapropriadas. É importante distrai-lo, tentando desviar sua atenção com outro assunto.
" Considere que alguns comportamentos encarados como inadequados, podem estar relacionados a alguma necessidade correspondente. Tirar a blusa em público pode simplesmente significar que o paciente está com calor ou a blusa está apertada.
" O cuidador atencioso deve observar às variações de temperatura e o tipo de vestuário (tecido, conforto) adequado para o paciente.
" O paciente deve ser levado ao banheiro a intervalos regulares de tempo. Tirar as calças inesperadamente pode significar que ele quer apenas ir ao banheiro.
" Manipular genitais pode significar assaduras, coceiras nesta região. Aproveite o momento do banho para observar sua pele.
" Pode ser que o cuidador observe o paciente masturbar-se freqüentemente. Com tranqüilidade, explique-lhe que esta é uma prática que merece ambiente reservado.
" Jamais reaja com ironia ou estardalhaço diante de comportamento sexuais inusitados. Seja gentil e paciente, porém com firmeza.
" Ao chamar a atenção, faça-o com cuidado, lembre-se que reações ríspidas e intolerantes podem trazer prejuízos para crianças, se elas estiverem presentes.
" A ansiedade pode ser controlada com um contato físico (um abraço, por exemplo), não esqueça que atitudes gentis transmitem calma e confiança.
" Diante de situações constrangedoras, não permita que o paciente fique exposto ao ridículo. Delicadamente, conduza-o para outro ambiente e com extrema calma, explique-lhe que seu comportamento é inadequado.

17. ELE GOSTAVA DE VIAJAR, NÃO PODE MAIS?

O lazer deve ser encarado como necessidade básica e dessa forma, todos os hábitos e preferências do paciente devem ser mantidos e adaptados segundo o grau de dependência apresentado e visando preservar e manter, por longo tempo, atividades que produzam bem estar.
" Uma das alterações que o paciente apresenta é a desorientação espacial. Deve-se ter muito cuidado com mudanças de ambiente, que produzam estranheza a ele fazendo com que possam ocorrer crises de delírio, agitação e alucinação.
" As viagens são indicadas, desde que curtas.
" O motorista deve avaliar a necessidade de parar o veículo a intervalos de tempo que não excedam 2h, para dar oportunidade ao paciente de caminhar, alimentar-se ou ir ao banheiro.
" Evitar viagens de automóvel no meio do dia, especialmente no verão.
" É aconselhável iniciar uma viagem de carro, ao amanhecer, aproveitando que o paciente (na maioria dos casos) acorda cedo.
" As viagens de avião também são permitidas, porém deve-se levar em conta as horas do vôo. Converse com seu médico, apenas ele poderá avaliar a necessidade ou não de medicar o paciente, a fim de mantê-lo tranqüilo durante a viagem.
" Nas paradas, jamais se descuide dele, mantenha-o identificado (pulseiras, medalhas, etiquetas), atenção! ele pode perder-se.
" Se houver um comportamento inadequado em público, discretamente retire-o do ambiente. Infelizmente para as pessoas que desconhecem a doença, alguns comportamentos apresentados provocam risos. Não permita que o paciente sinta-se exposto ao ridículo, ele é sua responsabilidade, trate-o com amor e respeito.
" Permita que o paciente assista a filmes antigos, considere que sua memória antiga pode estar preservada.
" Ir a restaurantes também é um hábito que deve ser mantido, se agrada ao paciente. Pense, no entanto, na escolha ideal. Restaurantes discretos e tranqüilos são os mais indicados.

18. ELE ME BATEU!!

Dentre as alterações de comportamento apresentadas pelo paciente no curso da doença de Alzheimer, a agressividade é sem dúvida a que atinge mais negativamente o familiar/cuidador. Dificilmente a família consegue entender o que se passa com o paciente agressivo, fazendo com que uma pequena crise apresentada por ele, gerada muitas vezes por ocorrências simples, como o estímulo ao banho, alcance grandes proporções, fato responsável por conflitos conjugais e familiares intensos, que pode ser refletida na decisão que algumas famílias tomam de institucionalizar o paciente.

" Não revide agressividade, nem verbal, nem física. Embora o paciente aparentemente saiba o que está fazendo, você tem que ter a consciência de que ele não sabe.
" A primeira providência a ser tomada é identificar a causa da agressividade.
" Rotinas impostas que o paciente não aceita, como horários de refeições, higienização, roupas que não agradam, atividades escolhidas e impostas por outras pessoas etc., geralmente geram crises naqueles pacientes que apresentam esta alteração.
" Analise com cuidado o tom de voz e as palavras ditas pelo cuidador ao paciente.
" Use sempre ao dirigir-se a ele palavras simples, em tom de voz suave.
" Sempre que possível, dê a ele a oportunidade de opinar sobre vestuário, alimentação, atividades etc.
" Lembre-se que qualquer situação que provoque desconforto físico e/ou mental pode ser responsável por crises de agressividade.
" Não se sinta incompreendido pelo médico que acompanha o paciente se ele optar por não medicar o paciente agressivo. Lembre-se antes de recorrer à medicações, é extremamente válido tentar identificar causas e aprender como atenuar as crises, sem auxilio de medicamentos.
" Procure informar-se com seu médico, ele melhor do que ninguém poderá explicar-lhe o efeito nocivo que a maioria das medicações utilizadas para manter o paciente calmo pode trazer para as funções de memória, atenção, linguagem, marcha, orientação etc.
" Tente entender que o melhor para o paciente é que o cuidador esgote todas as possibilidades para acalmar a agressividade. Apenas em situações extremas, quando ela foge totalmente ao controle do cuidador é que haverá a necessidade de se encontrar, médico e familiar, a medicação e dosagem adequada. 
" Algumas medicações com o passar do tempo, podem produzir efeitos negativos, que o paciente demonstra através da piora de suas funções, marcha cambaleante e arrastada, rigidez, salivação excessiva, inapetência, extrema apatia e sonolência. Nestes casos contate o médico para que ele substitua ou administre a dosagem prescrita.
" Lembre-se, apenas com calma e grande paciência você conseguirá trazer o paciente a realidade.

19. ATENÇÃO! DEPRESSÃO É UMA DOENÇA TRATÁVEL!!
Alguns portadores podem apresentar estados depressivos, isto ocorre mais comumente nas fases iniciais da doença. Muitas vezes o paciente pode estar percebendo o que está acontecendo com ele e, por isso, se entristece. 
" Tentar entender o que ocorre é uma obrigação do cuidador atencioso.
" Pense que muitas vezes o paciente pode conhecer o que se passa com ele, e por esta razão se entristece.
" Evite comentários sobre a doença em presença do paciente, não existe uma forma de se saber em qual momento ele está mais orientado e, assim, pode ouvir comentários desagradáveis do tipo, "ele está me dando muito trabalho".
" Observe se há sinais de inapetência e porquê, pacientes deprimidos tendem a recusar alimentação.
" Investigue sinais da presença de infecções como prostração, expressão facial contraída (que pode significar dor), problemas com a marcha, perda involuntária de urina e fezes etc., estas situações, especialmente no início da doença, tendem a fazer com que o paciente dissimule e omita da família, por sentir-se um "peso" econômico e isto faz com que acabe se deprimindo.
" Demonstrações de carinho ainda são a melhor forma de evitar e/ou eliminar a depressão, faça com que o paciente sinta-se querido pela família.
" Mesmo conhecendo as limitações físicas e/ou mentais do paciente, continue estimulando-o a realizar atividades que ele possa executar.
" Elogie-o sempre após uma atividade executada por ele, mesmo que ela esteja inacabada ou mal feita. 
" Diga palavras positivas que demonstram carinho, isto aumenta a auto-estima, como: "Como você hoje está bonito", ou, "Ninguém faz isso melhor do que você" etc.
" Observe se o paciente tem empatia com o cuidador, algumas vezes, mesmo diante de um cuidador experiente, os pacientes deprimem-se por não simpatizarem com ele.
" Tente manter um cuidador do mesmo sexo do paciente, pense que ao se sentir invadido em sua intimidade, o paciente pode deprimir-se.

20. ELE PERDE URINA NA ROUPA, E AGORA!

Esta é uma ocorrência bastante comum nas fases mais avançadas da doença de Alzheimer, e motivo de grande constrangimento, tanto para pacientes, quanto para cuidadores. 
É importante que se analise se há uma razão para estar havendo a perda involuntária de urina ou fezes, pois muitas vezes, o problema é reversível.

" Observar sinais de infecção urinária é de extrema importância, como baixo débito urinário com oferta adequada de líquidos, disúria (dificuldade para urinar), sensação de queimação à micção, urina concentrada (escura) com odor fétido, mudanças de comportamento etc., e diante disto, contatar o médico.
" Problemas com a marcha, como dificuldade para caminhar, dores e rigidez de articulações, medo de cair, localização do banheiro muito distante, podem ser fatores que contribuem para o aparecimento da incontinência, que neste caso, é reversível. Basta para isso, criar condições que facilitem o acesso ao banheiro e que o paciente chegue até lá com segurança.
" Observe o intervalo de tempo entre uma micção/evacuação e outra e, providencie para que o paciente seja conduzido ao banheiro antecipadamente.
" Os pacientes comprovadamente incontinentes devem fazer uso de fraldas geriátricas à noite e, durante o dia, acompanhados ao banheiro obedecendo-se os intervalos que ele apresenta entre uma micção e outra.
" Aqueles que apresentam impossibilidade completa de treino vesical (acompanhamento periódico ao banheiro), devem fazer uso de fraldas geriátricas ininterruptamente.
" As fraldas deverão ser trocadas em intervalos máximos de 3h ou antes se necessário.
" Evite que ele permaneça com fraldas molhadas, não esqueça que a acidez da urina pode provocar pruridos (coceiras), assaduras e lesões na pele.
" Providencie para que, a cada troca, seja realizada uma higiene íntima completa, ou seja, não se deve limpar a região dos genitais e sim lavá-las com água e sabonete.
" As infecções urinárias de repetição (especialmente em senhoras) têm sido comprovadamente causadas pela má higienização, ou seja, o hábito de, após micção, utilizar o papel higiênico de trás para frente, fazendo com que haja uma contaminação fecal gerada pela ascensão uretral de bactérias presentes na flora intestinal.
" Os pacientes que recebem uma dieta adequada costumam ter seus hábitos intestinais regulares. Assim é muito fácil controlar a evacuação, mesmo naqueles que apresentam incontinência fecal, basta para isso, observar seu horário habitual e conduzi-lo ao banheiro com antecedência.
" A agitação do paciente, muitas vezes significa que ele precisa ser trocado. 

21. APARECEU UMA FERIDA, ISSO É GRAVE?

Um dos problemas mais comuns apresentados pelo portador da doença de Alzheimer, especialmente aqueles que mantém-se por longos períodos no leito ou poltronas são as úlceras por pressão (escaras). Existem muitas causas que podem ser responsáveis pelo seu aparecimento, entre elas, desnutrição, desidratação, anemias, infecções, aparelhos gessados, má higienização e, a mais freqüente, imobilidade.

" Observe com atenção se o paciente está recebendo dieta e hidratação adequadas.
" Deve-se prevenir a qualquer custo o seu aparecimento.
" Mantenha a pele hidratada, utilizando loções hidratantes por todo o corpo após o banho.
" Pacientes mais dependentes devem ter, sobre o colchão normal, o colchão casca de ovo.
" Os lençóis devem estar perfeitamente esticados sobre a cama, livres de pregas e rugas que machucam a pele.
" Os lençóis devem ser trocados sempre que forem molhados.
" Se o paciente recebe sua alimentação no leito, eleve a cabeceira, e ao final, inspecione a cama para remover quaisquer resíduos de alimentos que, eventualmente, tenham caído durante a refeição.
" Deve-se evitar pressões demoradas do corpo sobre a cama, especialmente em regiões com proeminências ósseas como, parte lateral do quadril e coxa, região do cóccix (final da coluna), ombros, entre os joelhos, cotovelos, tornozelos, calcanhar.
" Posicionar o paciente na cama ou poltrona, com pequenas almofadas casca de ovo, nas regiões críticas.
" Quando no leito, fazer mudança de decúbito (posição) de 2/2h.
" Ao mobilizar o paciente ou quando for trocá-lo, massagear a pele que está sofrendo pressão maior.
" Quando estiver sentado, mantê-lo sobre uma almofada casca de ovo, e, levantá-lo a cada duas horas, massageando a pele que está sofrendo pressão.
" Qualquer sinal de hiperemia (vermelhidão) na pele, deve merecer maior atenção, proteja a região avermelhada com hidratantes, faça massagens que irão ativar a circulação e se possível, exponha a região ao calor.
" A higiene rigorosa da pele é a maior arma que se tem para se prevenir ou deter a evolução de uma escara. Por isso, em caso de pequena lesão aberta, esta deve ser lavada com água e sabão, e não sofrer pressão de nenhuma espécie.
" As lesões mais profundas devem ser lavadas com Soro Fisiológico 0,9%, morno (para que não haja vasoconstrição ), e tratadas com cremes/pomadas ou antibióticos sistêmicos prescritos pelo médico.
" Todas as lesões devem ser expostas ao calor, a luz solar matinal, ou o calor artificial, gerado por uma lâmpada infra vermelha, que deve ser aplicada à pele com cuidado, para não produzir queimaduras, ou seja, num tempo de exposição de aproximadamente 15 minutos, a uma distância da pele de 30cm. Este calor promoverá a vasodilatação sangüínea, aumentando a oferta de oxigênio aos tecidos, facilitando a cicatrização.
" Se surgirem pequenas bolhas na pele, não se deve furá-las, mas expor ao calor seguindo a mesma orientação anterior.
" Lesões infectadas (com presença de pus), devem ser avaliadas pelo médico, ele saberá indicar qual creme ou pomada estará indicado a cada paciente, individualmente.
" Lesões infectadas podem receber curativos com açúcar, e neste caso, manter o açúcar na lesão por um período não superior a 30 minutos, lavando bem em seguida a área afetada e procedendo após, o curativo habitual.
" Não coloque sobre a lesão nenhum tipo de receita caseira, ensinada por amigos, vizinhos ou curiosos, lembre-se, apenas o médico, após avaliação, terá condições de prescrever a medicação e curativos corretos.
" Atenção! Sua maior arma contra as escaras é a prevenção. Isto se faz através da observação rigorosa do paciente, de sua pele, da higienização e da mobilização.




fonte: psicologarosangeladuraodefreitasapostila




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